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A Quem Realmente Estamos Adorando?

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Nestes últimos dias observamos a tão grande apostasia que tem arrebatado diversos cristãos. Estão deixando as escrituras de lado! Estamos vivendo um tempo que muitos estão preocupados em ganhar dinheiro e viver a sua vida do seu jeito e de sua vontade ao invés de estarem prontos a adorar ao Senhor, meditar em suas palavras e viver um cristianismo sério e responsável embasado nas escrituras.

Fiquei chocado, perplexo com o que acabei de ver e ouvir. Chegou ao meu conhecimento que um determinado cantor gospel foi “apresentar-se” em uma igreja evangélica no estado de Goiás, logo, vale salientar que os shows deste cantor/compositor muito famoso são marcados por muita euforia, agitação, pulos e outras animações. Contudo, o pastor desta distinta igreja deu uma ordem no meio da apresentação. Um pastor totalmente educado e respeitando a todos que estavam no local. Este pediu encarecidamente que o público não ficasse em pé ou pulasse enquanto o cantor gospel cantasse. Ora, é possível entender que uma ordem dada por um pastor, o anjo da igreja (Ap. 2.12), sacerdote de um povo, seria normalmente acatada, mesmo que não fosse do gosto das ovelhas. 

Porém, não foi isto que aconteceu. O singer gospel continuou a sua “apresentação” (porque não é um culto a Deus), mas algumas pessoas continuaram a “bagunçar a apresentação”, fazendo com que o pastor finalmente cancelasse o evento. Alguns indignados começaram a vaiar o pastor. Isto mesmo, vaiar o pastor. Pelo amor de Deus, aonde vamos parar com tanta má educação e falta de temor e respeito para com aqueles que Deus levanta para liderar o seu povo?!

Queridos, nesta triste realidade em que vivemos desejo aqui tecer alguns comentários sobre este fato tão polêmico e propício para que possamos observar o que está acontecendo atualmente na igreja brasileira.

1º O pastor sabia qual era o estilo de música e de apresentação que o cantor trabalha: Ele já deveria saber que aconteceria tal euforia por parte das pessoas. Se você escuta uma música agitada, é claro que dá vontade de pular, saltar e gritar. Se você não sente isso é porque você está morto. E imagine em uma igreja com milhares de pessoas aglomeradas em um mesmo lugar. Sou contra em trazer pessoas que estão na mira e no centro da “fama” para cultos nas igrejas brasileiras. Isto só levará a sua igreja, querido pastor e líder, muita gente que não irão adorar a Deus, mas sim, para ver, tirar fotos e pegar autógrafos das estrelas gospel.

2º Uma ordem dada por um pastor deve ser sempre obedecida, mesmo que seja contrária ao nosso comportamento e nossa ideia: Ora, o pastor é o responsável pela nossa saúde e edificação espiritual. A bíblia relata: “Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura de carneiros (I Sm. 15.22).” Se não conseguimos nos submeter a um líder escolhido por Deus para cuidar de suas ovelhas, como poderemos obedecer outras pessoas? Até Deus, ficaria difícil de acatar as suas ordens. É preciso nos submetermos aos líderes que estão acima de nós. Porém, vivemos dias em que não se tem mais respeito pelas autoridades eclesiásticas. Logo, tal desobediência é pecado!

3º Estamos adorando a pessoas e não ao verdadeiro Deus: Eu como cristão, devo entender que o culto a Deus no templo, é para Deus e somente para ele. Não comentei que não concordo em trazer pessoas com fama do mundo “gospel” para as igrejas, pois o povo não sabe diferenciar as coisas. Acabam pecando, adorando mais a criatura do que o criador (Ap. 4.11). Devemos tirar da nossa mentalidade que tanto faz ter ou não ter um cantor ou um pregador de renome em nossos cultos, congressos e eventos em gerais. Devemos está preocupado se o Espírito Santo estará presente em nossas reuniões.

4º O que me choca ao ver o vídeo do acontecido é: perceber que muitos ditos “crentes” estão nem aí para o sacerdócio da igreja, o temor ao santo templo (onde Deus habita) e as outras pessoas que desejavam cultuar a Deus através das canções entoadas pelo cantor. O cantor não teve também nenhuma culpa. O maior problema é que o povo que se diz crente, mas não tem educação e temor às coisas de Deus. Querido líder, se você deseja levar um cantor ou pregador famoso aguente as consequências. Ore bastante, ensine ao povo a temer a Deus e escolha uma pessoa com boa índole que irá trazer conteúdo, boa palavra e hinos que glorifiquem a Deus.

Portanto queridos leitores, a realidade da igreja brasileira é calamitosa. A falta de examinar as escrituras tem distanciado o povo da verdadeira vontade de Deus para as suas vidas. Com isso, se deixam levar pelos pragmatismos e intolerância aos valores cristãos. A minha pergunta é: A quem, de fato, estamos adorando?
Oremos para que um avivamento genuíno chegue depressa a igreja brasileira.

Maranata!

A Politicagem Assembleiana e a Falta de Sensibilidade Espiritual.

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Chegamos a mais um ano eleições para presidente da CGAD. A escolha do novo presidente da convenção geral irá permear nossos e-mails, os sites “gospéis” e conversas por um bom tempo. Isto porque a grande politicagem já é marca registrada deste evento. Contando com duas chapas, esta eleição promete ser acirrada e muito competitiva, como sempre é. Porém, infelizmente este evento traz consigo alguns males para os membros assembleianos. Pois os templos são invadidos por cabos eleitorais e muitas ações políticas que deixam de glorificar a Deus. Já não bastasse os principais pastores e líderes da maior denominação pentecostal brasileira apoiarem veementemente candidatos nas eleições do ano passado, agora, irão realizar os mesmos atos políticos para elegerem o seu candidato preferido.

Não quero me delongar muito neste post, pois o motivo não é polemizar, mas sim, conscientizar os líderes e membros da Assembleia de Deus a realizarem uma eleição justa, transparente e guiada pelo Espírito Santo de Deus. Haja vista que isto não está acontecendo. É triste ver pastores se digladiando em prol de algo que faz parecer tão mesquinho e medíocre. Ao contrário de se unirem para orar e realizarem um grande projeto de evangelização em toda a nação brasileira. Deixo claro que não discordo das eleições convencionais e nem do papel da convecção geral em meio à denominação. Até porque ela exerce uma grande importância para um bom andamento da denominação, e isto é valioso. Mas também não acredito que é essencial e primordial para a igreja ao ponto de realizar algum tipo orientação e crescimento espiritual. Ora, fui criança, adolescente e hoje sou um jovem, com raízes assembleias, mas nunca a CGADB influenciou o meu caráter e a minha vida espiritual, em ambos os sentidos. Se sirvo a Deus há tantos anos não foi porque a CGADB promoveu à minha pessoa qualquer tipo de respaldo, mas sim, Deus, que é infinito e misericórdia nos sustentou até aqui.

O maior problema é este: alguns estão mais preocupados em adquirir títulos aqui na terra do resgatar vidas que estão padecendo por vários motivos dentro e fora da igreja. É certo que em uma campanha eleitoral gaste milhares e milhares de reais. Porém, ao invés de estarem utilizando este dinheiro para o crescimento da evangelização nacional e transcultural, estes valores estão sendo usados de forma equivocada e fora do maior proposito que é ganhar vidas para o reino de Deus.

Lembro-me muito bem que, quando Deus desejava escolher uma pessoa para torna-lo líder, ele mesmo ou um profeta anunciava a sua consagração para a determinada tarefa que Deus havia proposto. E em tempos passados, recordo-me que os líderes assembleias eram escolhidos através de muita oração e jejum, pois o Espírito Santo os concedia entendimento e sabedoria para escolher tal pessoa a exercer um cargo ou ministério na igreja. Ao exemplo de Davi, os profetas Samuel e Jeremias, Moisés e outros homens que Deus os levantou para guiar o seu povo. Será que está faltando sensibilidade espiritual nos líderes assembleianos para escolherem um líder maior ou é mais fácil colocar uma pessoa no poder através de seus próprios interesses.

Logo, que o Senhor Deus, durante este processo eleitoral, proteja a igreja brasileira de escândalos, dissensões e esfriamento espiritual. E que o pastor eleito presidente da CGADB seja guiado e vocacionado por Deus para exercer as suas funções com sucesso.
“Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho. E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa da glória.” 1 Pedro 5:2-4

Edcleyton Souza

10 Coisas que os Jovens em um Relacionamento Sério Devem Saber.

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Por Jared C. Wilson

Jared C. Wilson é pastor da igreja Middletown Springs Community em Middletown Springs, Vermont (EUA) e autor de vários livros. Jared é casado com Becky, com quem tem 2 filhas, Macy e Grace.

1. O seu desejo de fazer sexo com a pessoa amada não é ruim. Seria um problema diferente para nos preocuparmos caso você não desejasse. A chave é que o desejo de glorificar a Cristo deve ser maior do que o desejo de fazer sexo com quem você ama.

2. A chave para que o desejo de glorificar a Cristo seja maior do que o desejo de fazer sexo é que essa decisão deve ser tomada repetidamente.

3. As pessoas que estão em um relacionamento sério demonstram seu melhor comportamento. Portanto, seja qual for esse comportamento agora, pode-se esperar que, com o tempo, vai "piorar". Conforme a intimidade aumenta, as pessoas tendem a baixar a guarda. O casamento não resolve um mau comportamento, mas sim, dá a ele mais liberdade para aparecer. Garotas, se o seu namorado é controlador, desconfiado, manipulador ou te menospreza, ele ficará pior e não melhor, à medida que durar o seu relacionamento. Quaisquer que sejam as desculpas que você inventar ou as coisas que você relevar agora, ficará cada vez mais evidente e difícil de ignorar à medida que durar o seu relacionamento. Você não conseguirá consertá-lo, e o casamento não vai endireitá-lo.

4. Quase todos os cristãos que conheço os quais se casaram com um não cristão declaram seu amor pelo seu cônjuge e não se arrependem de terem se casado; no entanto, eles têm vivenciado uma dor profunda e um descontentamento com seu casamento por causa desse jugo desigual e, hoje, não aconselhariam um cristão a se casar com alguém que não seja cristão.

5. Considerar que você é especial e diferente, e que as experiências dos outros não refletem a sua, é uma visão pequena, insensata e arrogante. As pessoas que te amam e te avisam/aconselham sobre seu relacionamento talvez sejam ignorantes. De fato, existem pessoas assim. Mas há uma probabilidade bem maior de que seus pais, seus pastores, seus amigos casados há mais tempo sejam mais sábios do que você pensa.

6. Morar juntos antes do casamento é um fator que pode matar seu casamento.

7. O sexo antes do casamento não incentiva o rapaz a crescer, ter responsabilidade e a liderar sua casa e família.

8. O sexo antes do casamento fere o coração de uma garota, talvez imperceptivelmente no início, mas sem dúvidas com o passar do tempo, conforme ela troca os benefícios de uma aliança, mas sem a segurança da mesma. Não foi assim que Deus planejou que o sexo nos trouxesse satisfação. Nunca entregue o seu corpo para um homem que não tenha prometido a Deus total fidelidade a você dentro da aliança de casamento, isso implica em prestar contas a uma igreja local. Resumindo, não entregue seu coração a um homem que não presta contas a alguém que dê a ele uma disciplina piedosa.

9. Todos os seus relacionamentos, inclusive seu relacionamento de namoro, têm o propósito maior de trazer glória a Jesus do que proporcionar a você uma satisfação pessoal. Quando a prioridade máxima em nossos relacionamentos é a satisfação pessoal, ironicamente, acabamos nos sentindo totalmente insatisfeitos.

10. Você é amado por Deus com uma graça abundante através da obra redentora de Cristo. E esse amor que nos envolve pela fé em Jesus nos dá poder e satisfação do Espírito Santo para buscar relacionamentos que honrem a Deus e, através deles, aumentem a nossa alegria.


Tradução: Isabela Siqueira
Fonte: The Gospel Coalition e Editora Fiel.

Vergonha! Querem Cobrar Direito Autoral dos Louvores Cantados no Culto.

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Por Renato Vargens



O meu amigo, Walter McAlister que é Bispo Primaz das Alianças de Igrejas Nova Vida publicou um texto absolutamente inquietante.


Pois bem, o Bispo Walter em seu BLOG denunciou que a sua denominação foi notificada (leia aqui) de que teria de pagar direitos autorais pela execução de músicas de “louvor” nos seus cultos. Segundo o Bispo, cada uma de suas igrejas ficaria, assim, responsável por declarar o número de membros e a frequência aos seus cultos, para que fosse avaliado o imposto a ser pago ao Christian Copyright Licensing International (CCLI), sociedade que realiza a arrecadação e a distribuição de direitos autorais decorrentes da execução pública de músicas nacionais e estrangeiras. Por sua vez, o CCLI repassaria o valor devido aos compositores cujas músicas estão cadastradas.

Caro leitor, eu faço coro com o Bispo Walter isso é um verdadeiro absurdo e digo mais este mercado gospel me enoja! O simples fato de saber que existe gente querendo enriquecer as custas do louvor na casa de Deus me dá náuseas.

Ah! Que saudade da boa música, ministrada, cantada, com unção, cujo interesse era simplesmente engrandecer o nome de Deus! Que saudade, do louvor apaixonado, que brotava do peito dos adoradores como um grito de paixão e amor. Que saudade das lágrimas derramadas, das composições desinteressadas, da música entoada por músicos cheios de Deus e de seu Espirito.

Pois é, diante desta aberração comercial resta-nos descobrir os nomes dos compositores dispostos a cobrar direitos autorais das canções entoadas no cultos. Bom, antes que alguém me apedreje deixe eu explicar que  acho lícito, justo e correto o compositor receber os direitos autorais de suas músicas cantadas no Rádio e na TV, agora, vamos combinar uma coisa? Cobrar por aquilo que a igreja canta nos cultos é demais da conta não é verdade?

Isto posto, digo que o melhor a ser feito é boicotar os mercadores da fé juntamente com suas canções. Além disso, vamos cantar as velhas músicas que viraram domínio público,  incentivando os músicos de nossas Igrejas a comporem também novos louvores que exaltem a Deus.

Que Deus tenha misericórdia de nós, que se compadeça da sua igreja, perdoe nossos pecados, e nos dê um avivamento.

Renato Vargens

P.S: Clique (aqui) e veja a lista dos "artistas"que aderiram a esse absurdo. Vale a pena ressaltar que não coloquei os nomes no BLOG, visto que são oitenta e nove páginas em PDF com a relação dos compositores.

Porque Não Concordo com Pastores que se Candidatam a Cargos Públicos.

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Em todos os anos eleitorais, milhares de cidadãos brasileiros candidatam-se para concorrer a uma das muitas vagas de cargo público. Pra muita gente tornou-se até sonho ser político. Criou-se uma cultura desejar está inserido na administração pública. A levar o nome de vereador, prefeito, deputado, senador e presidente. Porém, o cerne, o objetivo principal da prática política não os interessa, mas apenas a ânsia de ganhar um ótimo salário e várias regalias como um representante da sociedade.

Embora, dentre estes muitos brasileiros que concorrem a um cargo deste tipo, há um grupo, que por sua vez é a minoria, mas já está se fortalecendo, e pelo visto serão um número bem representativo, estão buscando a carreira governamental.

De um tempo pra cá, pastores evangélicos estão inserindo-se na vida pública. Não é pequeno o número de clérigos que ultimamente tem ingressado na carreira política em “nome de Deus”. 
Lembra-se da “teocracia”? Ideia de um sistema de governo em que as ações políticas, jurídicas e policiais são submetidas às normas de alguma religião. Ou seja, muitos pastores estão usando este tipo de argumento, para que possam viver uma vocação dupla. Já deixo bem claro que, não discordo de um governo dirigido por um homem guiado por Deus (verdadeiramente guiado por Deus). Porém, o que é errado é um pastor evangélico, dizer que foi Deus quem o mandou e o escolheu para exercer tais funções públicas.

Esclareço que, se Deus vocacionou uma pessoa para exercer o pastorado de uma igreja, deve se fazer com total esmero, sacrifício e de boa vontade, sabendo que assim faz a vontade daquele quem o alistou.

O apóstolo Paulo escreve em uma de suas cartas e explicita muito bem para estes tipos de pessoas que desejam, muitas vezes abandonar o ministério pastoral, ou conciliá-los a política: “Se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja”. (I Tm. 3.1).


O que me entristece é saber que pastores estão trocando a sua chamada eclesiástica pela política. E neste país varonil, a política é suja, desonesta e corrupta. Vivemos em um país com tantas leis, mas com tamanha desigualdade social.

Alguns dizem: “Quero exercer o meu direito de cidadão, e eu como pastor, entendedor da palavra de Deus e ungido, vou fazer a diferença no congresso, na presidência ou na câmara”. Embora, tenham este pensamento, eu entendo que uma pessoa que é alistada por Deus não se embaraça com as coisas desta vida (2 Tm. 2.4).

Lembro-me de uma frase que li de Nelson Mandela, líder do apartheid, que dizia assim: “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo.”
Eu quero usar melhor estas palavras, apenas substituindo a palavra educação (sabendo também que a educação tem um grande poder transformador). Ao invés da educação, coloca “evangelho”. A frase ficaria assim: “O evangelho é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo.”.

Querido pastor, é através da sua pregação que você poderá mudar o rumo do mundo!
Pastor é pra cuidar das ovelhas. Pastor é para pregar o evangelho. Pastor é para aconselhar, doutrinar e repreender. Lugar de pastor é na igreja e não em um posto político.

Conheço diversos pastores que deixaram o seu chamado ministerial para caminhar nas estradas tortas da politicagem. Foram se afastando de tal maneira que desistiram dos planos de Deus para a sua vida e a vida da igreja. Pois, quando a igreja perde um pastor para a política, a igreja sofre. E este não é o desejo de Deus. Para toda escolha há uma consequência, seja ela boa ou ruim. Cuidado na escolha que você vai tomar.

Imagino que estes homens durante a sua juventude, ou até a sua meninice, pediam a Deus, buscavam a Deus a vocação pastoral. Esforçaram-se para isso, estudaram para isso. Entretanto, a ganância se tornou mais forte, a cegueira das regalias desoriento-os, e desta maneira o que era para ser pastor, agora está, ao invés de estar pregando o evangelho, está distribuindo filipetas, panfletos e fazendo comícios para atrair votos.

Você pode me perguntar: “Ah, eu posso conciliar o meu pastorado e minha carreira política”. Eu explico: Você pode até tentar, mas não irá conseguir. Ambas funções exigem muito tempo da nossa vida. Ou eu faço uma coisa, ou não faço. Eu sendo pastor, como irei atender as minhas ovelhas, ganhar mais ovelhas, irei ter tempo para estudar as escrituras e bons livros, cuidar dos serviços e ordenanças da igreja e etc...
E eu como político, como irei atrair mais votos (isto em campanha), viajar para outros lugares para resolver problemáticas, como irei organizar a minha carreira e dividir o tempo para o êxito da carreira política?

Querido pastor, não troque os dons e a vocação que Deus lhe concedeu por causa de um desejo improdutivo e desnecessário. Saiba entender a vontade de Deus para a sua vida. Saiba dar valor aquilo que Deus entregou em suas mãos. Através da sua vida, Deus quer levantar uma igreja forte, unida e santa, para impactar este mundo e provocar mudanças na sociedade. Se Deus te chamou para ser pastor, faça isto, dedique-se, pregue, ganhe almas, pois assim você irá alegrar o coração de Deus.

Fontes utilizadas:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Teocracia

Razões Porque Está Errado o Namoro Entre Cristãos e Não Cristãos.

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Por Renato Vargens


Eu poderia enumerar inúmeras razões porque não concordo com o namoro entre cristãos e não cristãos, mas, vou citar somente uma: A Bíblia, a Palavra de Deus não recomenda. 

Talvez ao ler essa afirmação você esteja dizendo consigo mesmo: Que coisa ultrapassada! Qual é o problema? Não tem nada demais. Eu posso evangelizá-lo e levá-lo para a igreja. Vai ver que essa é forma dele conhecer a Cristo! Ah! Que caretice! Isso é palhaçada! Esse tempo já passou! 

Pois é, é comum ouvirmos de nossos adolescentes e jovens frases como estas. Para muitos deles não existe o menor problema em namorar um não cristão. Entretanto, o que talvez eles desconheçam é o ensino bíblico de que não devemos nos colocar em jugo desigual com os incrédulos (II Co 6.14). "Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel?

Para Calvino, o jugo desigual era nada menos que manter comunhão com as obras infrutíferas das trevas e estender-lhes a destra de companhia. Em outras palavras isto significa estar ligado ao mesmo tempo, lado a lado na mesma canga. É a metáfora dos bois ou cavalos que têm de andar juntos, desfrutando das mesmas práticas, porque estão presos na mesma canga.

Caro leitor, escolher uma pessoa que compartilha da mesma fé e sonhos é fundamental a construção de um namoro equilibrado e saudável. Como escrevi no meu livro "Namoro.com", o namoro deve ocorrer entre pessoas que estejam em igualdade de situações. O fato de existir discrepâncias espirituais pode proporcionar um seriíssimo problema relacional entre aqueles que se gostam.

Do ponto de visto bíblico o namoro entre não cristãos e cristãos é absolutamente desaconselhável. Paulo, ao escrever aos coríntios ordena que um cristão ao se casar, deve fazê-lo “somente no Senhor”. Obviamente isso proíbe o casamento com incrédulos e, portanto, namorá-los.

Vale a pena lembrar o que a Confissão de Fé de Westminster diz a respeito do casamento entre cristãos e não cristãos: “A todos os que são capazes de dar um consentimento ajuizado, é lícito casar, mas é dever dos cristãos casar somente no Senhor; portanto, os que professam a verdadeira religião reformada não devem casar-se com infiéis, papistas ou outros idólatras; nem os piedosos prender-se a jugo desigual por meio do casamento com os que são notoriamente ímpios em suas vidas, ou que mantêm heresias perniciosas”

Isto, posto, afirmo sem titubeios que uma aliança não aprovada por Deus proporciona consequências terríveis para o cristão. Como bem disse o meu amigo Mário Freitas, não existe pecadinho e pecadão e sim "Consequênciazinhas e consequêciazões".

Pense nisso!

Renato Vargens

Cristão Deve Ouvir Música do Mundo?

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Por Maurício Zágari


Claro que não! Simples e objetivamente: um cristão não deve ouvir música do mundo. “Nossa, Zágari, agora você foi radical, pegou pesado!”, você poderia dizer. Calma. Antes que você, que discorda do que escrevi, me crucifique, é importante que você entenda exatamente o que estou querendo dizer. É que há um ponto nevrálgico nessa discussão: temos de entender precisamente o que é “música do mundo” – que não necessariamente é o que se costuma chamar por aí de “música do mundo”. Pois música “secular” é uma coisa, música “do mundo” pode ser outra completamente diferente. E aí nós temos uma questão interessante a debater. Que, para solucionar, temos que pensar sempre dentro da Bíblia.

(Só um alerta, em amor: essa questão não se define em 3 ou 4 parágrafos. Por isso, este será um post longo e, se você estiver sem tempo de ler ou não tiver paciência de ler textos compridos, sugiro que nem vá adiante. Mas, se quiser prosseguir, vamos juntos, passo a passo.)

1. O que a Bíblia chama de “mundo”?
Primeiro temos que compreender o que a Biblia chama de “mundo”. No contexto das Escrituras, “mundo” (do grego kosmos) é todo um sistema de valores e práticas que se opõem ao Evangelho, ou seja, àquilo que Jesus ensinou. Ao Reino de Deus. Às boas-novas de salvação. Logo, tudo o que contraria os genuínos ensinamentos cristãos, a ética cristã, a moral cristã, os conceitos bíblicos é… do mundo. E, nesse sentido, não é “mundo” com significado de “universo” ou “planeta terra”, mas no sentido de tudo aquilo que, em resumo, levaria Jesus a fazer careta.

2. Os cristãos não devem se misturar com o que é do mundo
Tendo entendido o que é “mundo” segundo a Biblia, vamos ao segundo passo: provar biblicamente que Jesus e o que é do mundo não se misturam. E, logo, que o cristão e o que é do mundo não se misturam. Para isso, vamos à Palavra de Deus:

1  João 2:15 – “Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele”.

João 1:10 – “O Verbo estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o conheceu”.

1  Jo 4.4,5 – “Filhinhos, vós sois de Deus e tendes vencido os falsos profetas, porque maior é aquele que está em vós do que aquele que está no mundo. Eles procedem do mundo; por essa razão, falam da parte do mundo, e o mundo os ouve”.

João 3:17 – “Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele”.

João 15:19 – “Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; como, todavia, não sois do mundo, pelo contrário, dele vos escolhi, por isso, o mundo vos odeia”.

Há muitas outras passagens, como a famosa Jo 3.16, mas, para não tornar este texto demasiadamente enfadonho, acredito que essas já são suficientes para demonstrar essa realidade: se você é cristão, se você é sal da terra e luz do… mundo… não deve se misturar ao que vai contra Cristo e aos ensinamentos de Cristo.
E tudo o que vai contra Cristo… É mundo.
Até aqui tudo bem? Ficou claro que, segundo a Biblia, o cristão não deve se misturar com valores anticristãos, ou seja, mundanos? Ok então, vamos adiante.

3. O que é música “do mundo”?
Seguimos para o terceiro e fundamental passo: dedinir o que exatamente é “música do mundo” – aquela que, pelo que já vimos pelos dois passos anteriores, tem de ser evitada pelo cristão. “Música do mundo” seria, então,  aquela que contraria o Evangelho, que se opõe aos ensinos de Jesus, que leva aos ouvidos (e, em seguida, ao cérebro e, como consequência, ao coração e à alma) mensagens que batem de frente com a ética de Cristo, com as boas-novas do Reino de Deus. Então, o conceito de “música do mundo” está ligado diretamente a aquilo que determinada canção diz: seus valores, sua filosofia, seus ensinamentos.
Portanto, biblicamente, uma música ser ou não do mundo não tem nada a ver com estilo musical, instrumentos utilizados, melodia, harmonia ou ritmo. Tem a ver com MENSAGEM. Com o que ela diz. Com o que ela defende. Com o que ela ensina.
Tendo compreendido isso, vamos falar a respeito de alguns mitos e algumas verdades sobre música “do mundo” e música “cristã”:

Fato 1) A Bíblia não determina cantarmos ou ouvirmos apenas músicas religiosas
Embora todos amemos e devamos louvar, elogiar o Senhor em canções e reconhecer quem Ele é e faz, a Bíblia não afirma diretamente em nenhuma passagem que o cristão só pode ouvir músicas que falem de Deus ou que sejam louvores. Pelo contrário, uma leitura atenta dos livros de Salmos, Cântico dos Canticos e até mesmo Jó, por exemplo, demonstram que a exaltação da criação de Deus, do amor, de sentimentos belos são algo lícito ao povo de Deus. O Salmo 150 infere que louvar deve ser uma explosão de amor pelo Criador. Mas não há proibição bíblica de cantar o amor de um homem pela mulher que ama, por exemplo. Assim, não é antibíblico (logo, não é pecado) eu escrever uma poesia de amor para minha amada ou mesmo uma que exalte as belezas da cidade onde vivo e em seguida musicar esses versos. Poderia, por exemplo, cantar…



Eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida eu vou te amar

Em cada despedida eu vou te amar

Desesperadamente, eu sei que vou te amar

 
ou

Cidade maravilhosa,
Cheia de encantos mil!

Cidade maravilhosa,

Coração do meu Brasil!

Jardim florido de amor e saudade,

Terra que a todos seduz,

Que Deus te cubra de felicidade,

Ninho de sonho e de luz.


…e não estaria cometendo absolutamente nenhum pecado. Simplesmente porque nada do que a letra dessas músicas diz contraria o Evangelho, se opõe aos ensinos de Jesus, leva ao coração mensagens que batem de frente com a ética de Cristo, com as boas-novas do Reino de Deus. 

Então a conclusao lógica e bíblica é que músicas de amor, canções que exaltam belezas naturais ou até mesmo que, sei lá, contem uma história sobre dois capiaus em visita a uma fazenda – e muitos outros tipos de músicas seculares que não necessariamente são cantadas em igrejas, gravadas por cantores supostamente cristãos ou que sejam tocadas em rádios ditas “evangélicas” – são “música do mundo”. Simplesmente porque não se encaixam na definição bíblica de “mundo”. 

Não contrariam a Bíblia. Não se opõem a Cristo. Não ensinam nada diferente do que está nas Sagradas Escrituras.
São músicas seculares? Sim. São músicas que não necessariamente falam de Deus ou de seus feitos? São. Mas são músicas que contrariam Cristo ou o Evangelho? Não. Então, evidentemente não são louvores ou músicas sacras, mas também não são músicas “do mundo”, ou seja, músicas pecaminosas.

Fato 2) Muitas músicas seculares são sim “do mundo” e devemos evitá-las
Aí você pode estar pensando “Uhu! Então liberou geral! Posso ouvir o que quiser!”. Nananinanão. Não é bem assim. Biblicamente você pode ouvir uma música que não necessariamente fale de Deus, mas você SEMPRE tem que prestar atenção na letra das músicas, na MENSAGEM que elas transmitem. Se essas músicas apregoam valores antibíblicos, porque aí sim elas são músicas do mundo. E aqui vou dar exemplos práticos. Em pleno Rock in Rio, li no twitter uma cristã dizendo que estava triste porque não poderia assistir ao show dos Titãs. Por isso, decidi tomar esse grupo como exemplo. Bem, os Titãs têm músicas cujas mensagens são claramente antibíblicas. E, por definição, são “música do mundo”. Por exemplo, comecemos com a música mais óbvia, chamada Igreja. Leia com atenção a letra, com especial atenção ao que está em negrito:


Eu não gosto de padre
Eu não gosto de madre

Eu não gosto de frei.

Eu não gosto de bispo

Eu não gosto de Cristo

Eu não digo amém.

Eu não monto presépio

Eu não gosto do vigário

Nem da missa das seis.

Não! Não!

Eu não gosto do terço

Eu não gosto do berço

De Jesus de Belém.

Eu não gosto do papa

Eu não creio na graça

Do milagre de Deus.

Eu não gosto da igreja

Eu não entro na igreja

Não tenho religião.

Não!

Não! Não gosto! Eu não gosto!

Não! Não gosto! Eu não gosto!


Agora… você, que é cristão, me responda sinceramente: você cantaria essa música achando que “não tem nada a ver”? Se alegrando, sorrindo e pulando? Isso é algo que uma pessoa lavada e redimida pelo sangue daquele que foi à Cruz pelos pecadores sai cantando feliz da vida? Haveria anjos ao redor se alegrando? Você responda.
Vamos a outra: Homem Primata. Selecionei um trecho:

Eu aprendi
A vida é um jogo

Cada um por si

E Deus contra todos

Você vai morrer

E não vai pro céu

É bom aprender

A vida é cruel…


E aí, crente? Cantamos e nos alegramos cantando isso? “Deus contra todos”? Por favor, apenas pare um minuto para pensar no que você está cantando: “Deus contra todos“! Como assim?!
Para completar o pacote, só mais uma, da qual extraio um trecho: Epitáfio

O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído

O acaso vai me proteger

Enquanto eu andar…


O acaso? Mas se a Bíblia diz que há um Deus que controla todas as coisas, como seria possível que “o acaso” protegesse alguém? Biblicamente, “acaso” é um conceito que não existe. Logo, Epitáfio traz uma mensagem antibíblica. E, logo, lamento informar, é música do mundo.

Usei os exemplos do Titãs porque é um grupo bem conhecido e você possivelmente já cantou essas canções (e outras que são tão chulas que nem me atrevo a escrever a letra aqui), como eu mesmo já cantei milhares de vezes antes de Jesus me converter, fui a shows, comprei os CDs. Só que aí somos salvos, o Espírito Santo passa a habitar em nós e começa a nos convencer do pecado, da justiça e do juízo. E você, que é salvo, sabe como essas coisas nos incomodam, não é? 

Aí você começa a ouvir as MENSAGENS que grupos como os Titãs passam em músicas como essas (e olha que só citei três, hein) e algo faz um clique no teu espírito sobre esse papo “careta”, “radical”, “ortodoxo” e “fundamentalista” de “não ouvir música do mundo”.

Mas, para não ficarmos falando somente de uma banda, deixe-me pegar apenas um outro exemplo de um universo de grupos e cantores que poderiam pegar: o conhecido Barão Vermelho. Seleciono uma música que tem um título bem sugestivo e que era a minha preferida deles antes de Jesus me justificar, chamada Nunca existiu pecado. Reproduzo as 3 primeiras estrofes:

A rapidez velha do tempo
Revive inquisições fatais

Um novo ciclo de revoltas

E preconceitos sexuais

Por mais liberdade que eu anseie
Esbarro em repressões fascistas

Mas tô a margem disso tudo

Desse mundo escuro e sujo

Não tenho medo de amar
Pra mim nunca existiu pecado

Essa vida é uma só

Nesse buraco negro eu não caio.


Ou seja, Barão Vermelho está defendendo por meio da mensagem dessa letra que:
 
1. Não existe pecado;
2. O Cristianismo é sexualmente preconceituoso;
3. A ética de Cristo é uma “repressão fascista” porque contraria aquilo que o pecador deseja fazer;
4. Quem afirma que existe pecado (obviamente nós, cristãos) representa um “mundo escuro e sujo”;
5. A defesa da ideia de que existe pecado é um “buraco negro”.
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Agora me diga você: em sua opinião, a letra dessa música contraria o Evangelho, se opõe aos ensinos de Jesus, leva ao coração mensagens que batem de frente com a ética de Cristo, com as boas-novas do Reino de Deus… ou não? Se a sua resposta foi “sim”, então essa é uma música “do mundo”. Portanto, chegamos aqui à grande conclusão: segundo os padrões bíblicos, “música do mundo” NÃO é sinônimo de “música secular”. Logo, as músicas do mundo sim, devemos evitar. As seculares, não necessariamente.
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Fato 3) Não existe um estilo musical chamado “música evangélica”
O que existe é música feita a partir de realidades bíblicas. E que podem ser feitas em diferentes estilos. “Vem com Josué lutar em Jericó…”, por exemplo, é rock. “Aquele que tem sede busca beber da agua que Cristo dá…” por sua vez, é axé. Cassiane em geral tem muito forró. E por aí vai. Logo, não existe nenhum estilo “maldito” ou, como diz um amigo meu, “não existe dó maior ungido e sol sustenido endemoninhado”. Se você for analisar com cuidado, verá que “música evangélica” no imaginário popular é:


● Música cantada em igreja;
● Música cantada por cantor que frequenta igreja (dito “cantor evangélico”);
● Música gravada por grupo de louvor de igreja;
● Música que toca em rádio “evangélica”;
● Música lançada por gravadora “evangélica”;
● Música que consta em algum hinário tradicional.


Só que, desses itens, alguns são muito duvidosos. Das músicas cantadas em igrejas, muitas carregam em si heresias e são músicas “do mundo” (calma, falaremos em detalhes sobre isso daqui a pouco). Eu conheço pessoalmente “cantores evangélicos” que vivem como pagãos, são pecadores, só estão atrás dos bens materiais que sua notoriedade pode lhes proporcionar. 

Conheço “grupos de louvor” que tocam pela fama e o dinheiro e não por um desejo real de louvar o Senhor. Sei que muitas “rádios evangélicas” só existem para gerar lucro e poder para seus donos, que por sua vez vivem vidas pecaminosas e totalmente fora do Evangelho.

Conheço os bastidores de certas “gravadoras evangélicas” onde o ambiente é tão mundano que nenhum funcionário confia em sair pra almoçar e deixar a bolsa em cima da mesa, pois ocorrem furtos ali dentro. E entenda: eu conheço. Não ouvi falar. Sei o que estou dizendo.
Portanto, dizer que só podemos ouvir “música evangélica” (se por “música evangélica” entendermos o que mencionamos acima) é uma afirmação cheia de buracos.
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Fato 4) Fazer versões de músicas seculares com letras cristãs não é pecado
Pelo contrário, é uma prática muito, mas muito mais usual em nossos hinários do que você imagina. Uma enorme quantidade das músicas contidas em hinários como a Harpa Cristã e o Cantor Cristão, por exemplo, originalmente eram canções entoadas em prostíbulos (não vou dizer quais para que da próxima vez que você for cantá-las não as considere indignas). 


Os músicos que tocavam nessas casas de pecado se convertiam, pegavam as melodias que conheciam (muitas das tinham letras originais que falavam sobre encher a cara de uísque e vinho, além de coisas similares), punham letras cristãs e passavam a cantá-las durante os cultos, nas igrejas. Isso é histórico, basta você estudar um pouco sobre isso que vai comprovar, não estou inventando nada disso.

E não só músicas de bordel. Músicas seculares de outras linhas também. O hino 185 da Harpa Cristã, por exemplo, é o Hino Nacional da Inglaterra com uma letra cristã: “Vem tu, ó Rei dos reis, buscar os teus fiéis…“. Já o conhecido hino “Os guerreiros se preparam para a batalha…” é o Hino Nacional das Ilhas Fiji, você sabia? O tradicionalíssimo hino “Vencendo vem Jesus” (Glória, glória. Aleluuuuuia!) é uma versão de uma música militar da época da guerra civil americana chamada “John Brown”s Body”, que exaltava os esforços de um homem na guerra. 

Um mulher cristã ouviu a melodia, gostou e pôs um letra cristã. E, a partir daí, começamos a cantar em nossas igrejas, Deus sempre foi louvado maravilhosamente por intermédio dessa canção, a entoamos ainda hoje e o religare do homem com o Criador ocorre perfeitamente – apesar da origem pagã da música. Ou você achava que essa música desceu do céu trazida por um anjo numa bandeja de prata? Não, muitas músicas que consideramos “hinos sagrados” (e são!!!) têm origem secular e são adaptações feitas para o canto religioso.

Mais recentemente há exemplos como o do cantor Marco Aurélio, que gravou “Caminhada” (“Eu vi Jesus, Jesus me viu, no mesmo instante me redimiu…“). Ela nada mais é do que a canção “My Way”, cantada por músicos como Frank Sinatra e Elvis Presley. E por aí vai. A pergunta é: essas versões deixam de ser válidas ou dignas de serem cantadas em cultos e igrejas como hinos congregacionais porque originalmente eram seculares? De jeito nenhum. Pois tornaram-se músicas com MENSAGENS cristãs.

Fato 5) Muita música dita “evangélica” é “do mundo”
E aqui chegamos ao ponto mais polêmico de todos. Só porque uma música foi composta ou é cantada por alguém que se apresenta como cristão isso não quer dizer que ela transmita valores biblicamente corretos. Há muitas e muitas músicas “evangélicas” que são “do mundo”. Exemplo: tem um conhecido grupo gospel (que inclusive saiu brigado de sua igreja) cujo vocalista (que agora já saiu da banda para seguir carreira solo) na “ministração” antes de começar uma de suas mais cantadas músicas em igrejas fala como se estivesse orando a seguinte frase (está registrada inclusive no CD):


- Nós queremos um romance contigo, Senhor.
Peraí. “Romance” com Deus? O Todo-Poderoso Criador dos Céus e da Terra agora virou o quê? Nosso namoradinho? Desculpem-me, mas isso é antibíblico e, logo, mundano.
Outro exemplo: um conhecido corinho cantado em muitos louvores, às lágrimas, por muitos de nós, diz a seguinte coisa:

Diante dEle se dobram os reis
E se prostram para O adorar

Nem os anjos que O cercam louvando

Se permitem sua face olhar


Só tem um detalhe: essa letra é antibíblica. Mateus 18.10 diz: “Cuidado para não desprezarem um só destes pequeninos! Pois eu lhes digo que os anjos deles nos céus estão sempre vendo a face de meu Pai celeste”. Então temos que decidir se os anjos contemplam a face de Deus ou não. Eu fico com a Bíblia, que diz que sim, os anjos contemplam a face de Deus, ao contrário do corinho.

 E se o corinho diz algo que vai contra o que está na Bíblia, desculpem, é “música do mundo”. “Ah, Zágari, você está sendo radical, o resto da música é perfeito , afinal, é um louvor tão bonito…”, alguém poderia dizer. Bem, aí entram 1 Co 5.6 e Gl 5.9, que dizem que, biblicamente, um pouco de fermento leveda toda a massa. Nesse sentido sou radical sim: basta uma única e pequena heresia na letra de um “corinho”, de um “hino” ou de um “louvor” (como você preferir chamar) para o descartarmos dos nossos cultos.

Isso sem falar dos chamados “corinhos do fogo”, muito habituais nas igrejas pentecostais não-reformadas. Tem um que diz “O fogo santo está queimando, o Espírito Santo está batizando“, referindo-se ao que os pentecostais chamam de “batismo no Espírito Santo” e os tradicionais de “plenitude do Espírito”, seguindo a linha defendida por teólogos como John Stott. 

Fato é que, biblicamente, o responsável por esse fenômeno é Jesus, o Deus Filho, e não o Espírito Santo. Outro ensino antibíblico e, portanto, “do mundo”.
Fato é que toda letra de cânticos (congregacionais ou não) “evangélicos” deve ser submetida ao crivo bíblico. O certo não é o que a pessoa sente, se ela fica emocionada, arrepiada ou se chora: o certo é o que está de acordo com a Bíblia.  

Como afirmou o Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho em palestra durante um Encontro de Músicos, na PIB de Manaus, “Raramente se fala de Jesus, e, quando se fala, dá para notar que Jesus é muito mais um conceito para dentro do qual as pessoas projetam seus sonhos de consumo ou de classe média do que o Redentor e Salvador. 

A linguagem é horrorosa: mergulhar nos teus rios, beber nos teus rios, voar nas asas do Espírito, estar apaixonado por Jesus, subir acima dos querubins… uma série de expressões que não fazem sentido algum”, afirmou Pr. Isaltino. E, convenhamos, com toda razão.

Cantamos na igreja sem saber o que estamos cantando, por ignorância teológica e porque determinada música toca na rádio, é de um grupo famoso, está na moda e o povo gosta.  Por exemplo, no “corinho” abaixo…

Quero subir ao Monte santo de Sião
E entoar o novo cântico ao meu Deus

Mais que palavras minha vida eu quero entregar

Purifica o meu coração para entrar em Tua presença

contemplar a Tua grandeza


…o que as pessoas não sabem por desconhecimento bíblico é que o “monte santo de Sião”, segundo Hebreus 12.22-24, é um símbolo do Evangelho, da Igreja de Deus. Consequentemente, todo cristão já está no “monte santo de Sião”. E, por isso, não há teologicamente, segundo o Novo Testamento, por que “subir” nele. Mais um equívoco bíblico. Também cantamos em nossas igrejas:

Eu só quero Te amar,
Eu só quero ver Tua face

Quero Tocar Seu coração

Eu só quero Te amar,

Eu só quero ver Tua face



O mesmo cantor tem outro corinho que diz:

Quero te ver, quero te ver
Eu quero te tocar,

eu quero te abraçar

Quero te ver


Detalhe: é importante repararmos que o cantor está dizendo que quer ver Deus e sua face EM VIDA e não no porvir. Só que se nós formos ler Êxodo 33.20, é claríssimo e inequívoco o que Deus diz a Moisés: “Não me poderás ver a face, porquanto homem nenhum verá a minha face, e viverá”. 

Então o que estamos pedindo nesses corinhos é para ver a face de Deus e morrer? Algo está biblicamente errado e, se formos analisar, estamos fazendo pedidos mundanos a Deus. Como eu “quero te ver” se Ele diz na Biblia que “homem nenhum verá a minha face , e viverá”? Instinto suicida?

Em João 12.45 e João 14.9 Jesus afirma claramente a forma de ver o Pai: ver a Ele próprio, Jesus. “Quem me vê a mim vê o Pai”. Logo, é buscando Cristo e sua pessoa em espírito que temos acesso a Deus, não tem nada a ver com “eu só quero ver a tua face”. 

No discurso de Pedro no dia de Pentecostes em At 2.28, ele deixa claro que contemplar Deus face a face só ocorrerá na eternidade: “Com a tua face me encherás de júbilo”. A face de Deus é biblicamente inalcançável nesta vida. Logo, por que ficamos cantando pedindo para”ver sua face”, já que isso biblicamente não é possível – logo, é antibíblico? Pronto, não me odeie por dizer isso, mas a falta de canonicidade nessas afirmações de corinho tornam músicas como essas…músicas “do mundo”.

Conclusão

Falar sobe música “evangélica”, “do mundo”, “sacra”, “cristã” ou “secular” é um assunto muito sensível. Pois mexe com muitas ideias pré-concebidas, com muitas práticas que mutidões adotaram por décadas em sua vida de devoção, é contrariar crenças e práticas. Para um pastor, chegar à concusão de que um corinho que ele cantou por anos em sua igreja é música “do mundo” e, assim, removê-lo do rol de canções que são executadas no culto não é uma tarefa fácil. 

Exige oração, humildade e temor sincero a Deus. Para uma ovelha que anatemizou durante anos músicas seculares achando que “rock é coisa do diabo” e de repente descobrir que bandas de “rock gospel” como Oficina G3 têm letras e mensagens muito mais bíblicas do que certos hinos de 200 anos de idade exige quebrantamento.

Não estou falando aqui de estilo musical.
 Pois a Bíblia não fala de estilo. Logo, estilo é um assunto restrito aos gostos pessoais e não tem a ver com doutrinas e teologia. Se uma música deve ter bateria ou não, se ela pode ser acelerada ou não, se é rock, forró, bolero, valsa ou o que for, não importa. Simplesmente porque biblicamente não importa. O tal gênero “música evangélica” não existe. 

Cada “música evangélica” carrega um estilo próprio, seja esses que já mecionei, seja algum diferente, como black music, hip hop, blues, bossa nova, sertanejo, jazz, new wave, pop, reggae, samba, ska ou qual for. Dizer que “música tal não é do mundo porque é estilo evangélico e não rock” é uma inverdade. Pois há músicas evangélicas que são rock. E – repetindo – estilo musical só depende de uma única coisa: gosto pessoal. Não tem nada a ver com Bíblia. Se estou errado, por favor que alguém me prove nas Sagradas Escrituras.

Sendo assim, nós temos de nos voltar para o que interessa: a MENSAGEM. A pergunta que devo sempre me fazer é “o que essa música está dizendo contraria algo da Bíblia?“. Se a resposta for “não”, defendo que é uma música que pode ser ouvida por um cristão. Pois vai trazer alegria, paz, prazer. Sendo ela secular ou religiosa. Ouvir Mozart, Bach, Haendel, Mendelssohn ou uma boa ária de ópera, por exemplo, pode acalmar a alma de alguém em estresse e assim criar uma condição em seu coração que lhe permitirá orar a Deus com muito mais entrega. Eu já entrei muitas vezes na presença de Deus ouvindo o violinista judeu Itzhak Perlman executar ao violino o tema do filme “A Lista de Schindler”, por exemplo. 

Chorei. Me derramei. E fui muito mais sincero e entregue a Deus do que se tivesse posto para ouvir um desses CDs de pop brega evangélico.
A ao fazermos a pergunta “o que essa música está dizendo contraria algo da Bíblia?” temos de estar preparados para sofrer. Pois vamos perceber que muito do que cantamos em nossas igrejas é música “do mundo” pela simples razão de que afirma coisas que a Bíblia não diz.
Sei que o que aqui escrevi contraria a crença de muitos. 

Certa vez, ao ministrar numa Escola Dominical uma aluna ficou tão ofendida pela verdade que falei de que hinos da Harpa Cristã vinham de bordéis que se levantou e se retirou da sala. Sei que isso mexe com convicções e emoções. Mas não posso jamais fugir do que as Sagradas Escrituras dizem. 

 Não podemos fugir da verdade. São as Escrituras que devem sempre nos nortear – e não aquilo que ficou estabelecido pela cultura popular (em especial a cultura popular evangélica) ao longo das décadas. E falo como evangélico, não sou desses pastores e teólogos revoltados que inventaram agora que ser “evangélico” é palavrão. Nada disso. Falo como filho da Reforma Protestante, herdeiro de Jesus e também de reformadores como Lutero e Calvino.

 Não renego minhas origens. Sou cristão, de tradição evangélica e me orgulho disso.
Para terminar, volto ao início de nosso texto, para a pergunta-título deste artigo. Se você me perguntar “um cristão deve ouvir música do mundo?”, eu vou voltar a afirmar: “Claro que não!”. Pois o cristão deve sempre caminhar de acordo com as Sagradas Escrituras. E se uma música, secular ou religiosa, traz em si ensinamentos antibíblicos… meu irmão, minha irmã, jogue o CD fora.
Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Veja o texto original em: Apenas

Como o Cristão é Visto pela Mídia.

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É bem verdade que nestes dias nunca se ouviu falar tanto no "gospel". Lembro-me que a cerca de 15 anos atrás, dificilmente veria um cristão em um palco num programa de TV. A probabilidade de um crente cantar ou até mesmo pregar em uma emissora de TV ou rádio secular era as mais remotas possíveis. 

A mídia por bastante tempo atingiu perigosamente a igreja do Senhor em todos os aspectos, visado destruí-la, através dos seus programas imorais e que feriam as doutrinas bíblicas. Entretanto, muitas igreja antigamente radicalizaram taxando a mídia como apenas um veículo de destruição moral e espiritual, incitando que era do Diabo. E assim, a igreja perdeu muitos espaços nela. 

Hoje, vemos muitas igrejas inseridas na mídia, onde usam com responsabilidade o acesso que tem para apregoar o evangelho de Cristo. Mas, há aqueles também que não usam corretamente e servem de escândalo para outros. Esses que souberam investir dinheiro em boa comunicação, cito a Assembleia de Deus em Recife, presidida pelo pastor Aílton José Alves, que investiu em recursos midiáticos para a realização da obra de Deus, visando o crescimento dela, como: a compra de uma emissora de TV com programação edificante 24h por dia, diversas rádio espalhadas na capital e no interior do estado de Pernambuco, facilitando assim a reprodução da mensagem do calvário.

Com esta nova realidade, a igreja está inserida (na mídia) em um contexto ainda problemático. A mídia, de certo modo, abraçou o "gospel", mas não os cristãos. Ela oferece os cantores gospel,  os produzem e os fazem famosos. Em todos os lugares você ouve falar daquele crente que antes estava no anonimato, mas depois que foi a tal programa de TV cantar, a sua carreira ascendeu de um dia pra noite e hoje se torna um "ídolo gospel".

O grande objetivo da mídia é enriquecer com o gospel. Ganhar muito dinheiro em cima de bizarrices, críticas e talentos cristãos. O que os grades meios de comunicação querem é ibope. Utilizam muitas vezes a vocação de um cristão para ganharem lucros. Infeliz é, o homem que se deixa comprar por fama e aplausos.

A mídia, ainda, vem iludindo muitos cristãos. Só por que abraçam os cantores gospel e os tele-pregadores em seus programas de auditório e entrevistas, não quer dizer que eles simpatizam pela classe evangélica ou aceitam a doutrina cristã. É fácil ver pastores e cantores nas capas de revistas de maiores sucessos nacionais. Um dia desses vi a capa de uma delas que mostrava como viviam os cantores gospel de sucesso, mostrando as sua riquezas e regalias. Estes, esquecem do dom que Deus deu para ser utilizado no serviço cristão e inserem na comercialização da fé. 

Não sou contra um cantor ou pregador fazer sucesso e nem ir a programas de TV, claro, se forem para pregar as boas novas. Eu rogo a Deus que levante homens e mulheres de sucesso e não famosos. A fama corrompe e mata. O sucesso mostra que você foi ótimo na sua jornada.

Outro veículo a ser citado é a rede globo que produz diversas novelas em que cristãos ("crentes") são ridicularizados. O personagem é sempre um crente fanático, maluco, pobre, preconceituoso e intolerante. Ontem (01-06-12), houve uma grande revolta por parte dos evangélicos. A personagem vivida pela atriz Paula Burlamaqui, Dolores, representa uma evangélica santinha que tinha um passado pecaminoso (ex-atriz pornô) e que nesta cena tem uma recaída e volta ao pecado, incitando uma vida desregrada sem temor a Deus. Mostrando que nem Jesus poderia transformá-la.

Gente, a globo e nenhuma outra emissora quer deixar de ter ibope. Por isso fazem chacota dos crentes, e muitos ainda tem a ignorância e a ousadia (ou coragem) de assistirem esta pouca vergonha. A globo e as outras só querem o dinheiro dos crentes. 

Logo, a mídia mostra um cristão tapado e perturbado, em que o evangelho é fortemente ridicularizado. Usam o nome de Deus em vão e reproduzem uma imagem errônea dos verdadeiros cristãos. Os verdadeiros são aqueles que não se embaraçam com as coisas desta vida. Que não perdem o seu tempo vendo tais baixarias que comprometem a fé cristã. O verdadeiro cristão gasta o seu tempo orando, jejuando e meditando na palavra de Deus.

Irmãos, não se enganem, todas estas pessoas que ridicularizam as verdades bíblicas serão jugadas por suas ações, pelo próprio Deus. A minha oração é que os cristãos tenham discernimento para escolherem melhor aquilo que assistem.

Ninguém que milita se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra. 2 Tm. 2.4.


Imagem: Pioneiro 

O Desafio Equivocado de Silas Malafaia aos Blogueiros.

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O pastor Silas Malafaia, apresentador do programa vitória em Cristo, nesta semana, desafiou os blogueiros e proprietários de sites de notícias evangélicas a denunciar quaisquer erros cometidos pelo mesmo em suas pregações sobre a teologia da prosperidade. De fato, para alguns, Malafaia já está inserido no grupo de adeptos da herética teologia da prosperidade. De tempos em tempos Silas leva ao seu programa alguns americanos que apregoam uma falsa verdade bíblica propagando aos leigos uma teologia vã e errada. Dentre eles estão: Mike Murdock e Morris Cerullo. Ambos, amigos do Silas e também transmissores de um evangelho deturpado, em pregam que o cristão 'deve' ser prospero, independente de tudo, em termos de riqueza. 

Pessoalmente, admiro diversas atitudes do pastor Silas Malafaia, como: lutar pelos direitos da sociedade e da família, lutar contra a plc 122, realizar diversos eventos evangelísticos no território nacional e suas demais ações sociais. Entretanto, este vem cada dia mais, se perdendo do real caminho. Em suas falas, divulga-se mais o materialismo, o comércio, a sua denominação do que a pregação do evangelho da salvação.

Certamente, este desafio que foi lançado é uma tentativa apelativa de ganhar audiência em seu programa. De fato, não é preciso criar tanta polêmica. A tempos atrás eu gostava muito de trazer temas polêmicos ao blog, mas percebi que isto não traz edificação a ninguém. Silas devia ter em mente que se Deus o colocou em um programa de TV para toda a nação assisti-lo é porque tem um grande propósito de ganhar almas para o reino de Deus. Mas, infelizmente, vem usando-o de forma errada.

Sou blogueiro, com muito orgulho. Escrevo a cerca de quatro anos neste blog reflexões em que muitos são edificados. Leitores de todos os continentes já acessaram o meu blog, e por isso glorifico a Deus. Nós como blogueiros, que escrevemos e divulgamos a mensagem de Cristo, precisamos entender que se estamos aqui é porque Deus nos permitiu, e que o nosso único objetivo é propagar a verdade bíblica e salvação para a humanidade.

O trabalho dos blogueiros é de grande importância, pois têm o papel de expor fatos, criticar ações e mostrar diversos pontos de pensamentos aos seus leitores (leitores). Contudo, sem deixar a palavra de Deus inerrante e infalível de lado.
Por isso meus companheiros, não caiam nesta artimanha. Continuem a escrever, reflitam na palavra de Deus e exponham o que realmente edifica.

Logo, este desafio é terminantemente equivocado e covarde. Os blogueiros não precisam mostrar os erros teológicos deste pastor só porque ele pediu de forma errônea e pejorativa. Se há erros (que certamente haverá) na pregação deste pastor, que eles sejam corrigidos, mas que seja de forma sutil e não abrasadora e polêmica. Ninguém é perfeito e nem imune a erros. Devemos entender que é preciso denunciar quaisquer heresias que queira se estabelecer no convívio da igreja.
Espero que o pastor Malafaia venha ter mais calma, serenidade e tranquilidade. Que o mesmo venha guardar mais a sua língua e escutar mais. Só assim, as suas atitudes irão mudar.




Portanto, meus amados irmãos, todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar. Tiago 1.19

Existem no Mundo Mais de 10 Mil Religiões!

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O Boletim Internacional de Pesquisa Missionária, preparado por David Barrett, lança um olhar detalhado sobre a situação religiosa no mundo a cada ano. Barret é um conhecido professor de “missiometria” da Universidade Regent. Ou seja, ele se especializou em analisar dados sobre as religiões do mundo, em especial do trabalho missionário cristão.

Embora saibam que é impossível ter precisão absoluta, Barrett e sua equipe mantém um banco de dados atualizado constantemente e fazem projeções usando a metodologia de especialistas em estatística. Anualmente, usam os dados que dispõe para atualizar seu relatório e fazer projeções para o futuro próximo.

A religião cristã, por exemplo, era praticamente fixa no século XX. Havia apenas 558 milhões de cristãos no mundo em 1900. Em contraste, chegamos a cerca de 2 bilhões de cristãos na metade de 2012.

No entanto, se considerarmos a porcentagem da população mundial, o cristianismo perdeu terreno. No início do século passado os cristãos eram 34,5% da população mundial, mas apenas 33,1% agora.

Metade dos 2 bilhões de cristãos no mundo são católicos. O segundo maior “megabloco” são os cristãos afiliados a “igrejas independentes”, que têm cerca de 400 milhões de membros. Ou seja, quase o dobro dos 217 milhões de fiéis ortodoxos em todo o mundo.

Barrett contabilizou 350 milhões de protestantes, divididos em centenas de denominações e mais 80 milhões pertencestes à comunhão Anglicana, que para muitos são um híbrido de católicos e protestantes. A tendência é que as posições desses “megablocos” dentro cristianismo mundial permaneça constante ao longo dos próximos vinte anos.

O que mais chama atenção é como a vida cristã mudou radicalmente no século XX.
Os cristãos reuniam-se em 400 000 congregações em 1900. Hoje, podem ser encontrados cerca de 3,5 milhões de templos em todo o mundo. 

Em 1900 havia 300 000 livros publicados sobre o cristianismo. Em 2012, chegaremos a 5,1 milhões de títulos relacionados ao tema.
Os 3500 revistas cristãs publicadas em 1900 são uma pequena fração das 35 000 publicações cristãs impressas que circulam hoje. Em 2002, a previsão é que o número de Bíblias distribuídas seria dez vezes maior que em 1900. Em um século passamos de 5.5 milhões para 59 milhões de exemplares anuais das Escrituras ou de parte delas.

Talvez o mais surpreendente seja o número de denominações cristãs, eram 1.900 um século atrás, e agora chegam a 35.500. O cristianismo tornou-se muito mais um fenômeno urbano do século 20. Em 1900, apenas 28% dos cristãos do mundo viviam em cidades. Este ano, mais de 58% da população cristã vive em áreas urbanas.

A revolução das comunicações também teve um impacto dramático sobre a vida cristã. Em 1970, as organizações cristãs utilizam cerca de 1000 computadores. Hoje são 332 milhões de computadores.
Atualmente, 2,5 bilhões de pessoas assistem e ouvem programas cristãos de rádio e TV todo mês, um número que deverá subir em 2025 para 3,8 bilhões. Trinta anos atrás, apenas 750 milhões tinham acesso a programas cristãos. Isso sem contar a internet, cuja audiência não pode ser medida.

Mesmo assim, o Islã é a religião que mais cresce no mundo hoje. Dos 200 milhões de seguidores em 1900, os muçulmanos cresceram mais de 500% durante o século 20.
As mudanças demográficas nos últimos trinta anos chama a atenção. Em 1970, havia 554 milhões de muçulmanos no mundo e 666 milhões de católicos. No ano 2000, o Islã chegou a 1,2 bilhão de seguidores, enquanto o catolicismo contabilizava 1,1 bilhão. Isso significa que, em 2025, devemos ter 1,3 bilhão de católicos em um mundo habitado por 1,8 bilhão de muçulmanos.

O total do que Barrett chama de “religiões diferentes” cresceu de 1000, no ano de 1900, para 10 500 hoje, e deve chegar a 15 000 nos próximos 25 anos. Embora este crescimento pareça absurdo, o surgimento das novas religiões mostra que o mundo moderno não é tão ateu nem rejeita tanto assim a religiosidade quanto se pensa.

Essas novas religiões misturam elementos da fé de cristãos, budistas, hindus, muçulmanos e outras menos expressivas. Por exemplo, a Dai Viet Nam mistura budismo, confucionismo e taoísmo, usando ao mesmo tempo a Bíblia e o Alcorão, e tendo um líder com status de “Papa”. Outro exemplo são os muçulmanos Ahmadi, os quais afirmam que Jesus escapou da cruz e morreu na Índia com 120 anos.
 
Traduzido e adaptado de Cristianos.com
Fonte: Gospel Prime