Mostrando postagens com marcador Reflexão. Mostrar todas as postagens
Igrejas que parecem boates
Nestes últimos dias a mídia noticiou que uma certa igreja parecia com uma boate. Ao ler os artigos relacionados a isso, inicialmente fiquei refletindo se verdadeiramente isso iria de encontro com os ensinos de Jesus e as escrituras sagradas. Será que Jesus estava se importando da forma que esta igreja estava sendo conhecida?
Não é novidade que as igrejas hoje, buscam alcançar mais pessoas utilizando-se da contextualização social e facilitação do entender bíblico. Se você ainda não sabe, os locais mais difíceis de pregar a Cristo e plantar uma igreja são em lugares que as pessoas tem mais poder aquisitivo ("a zona sul").
Há alguns anos atrás, como assembleiano tradicional (que não sou mais...só um pouquinho rs), criticava veementemente práticas como: utilizar jogos de luzes na igreja, exposição da palavra de forma moderna, tipos de roupas e cortes de cabelo, som pesado e etc. Mas, chegou o tempo que o Espírito Santo abriu os meus olhos e me levou a um texto bem conhecido das escrituras e me fez refletir:
"Portanto, pelos seus frutos os conhecereis." - Mt. 7.20.
Ou seja, a igreja local, eu e você, apresentados como árvores no texto, somos conhecidos pelos frutos nós geramos. Se geramos frutos bons: vidas ao arrependimento, pessoas firme na fé, perdão e etc, glorificamos a Deus. Se geramos frutos ruins, seremos cortados e lançados ao fogo.
Diante disso, nós, damos mais ênfase a utilização de um jogo de luz do que o resultado final: vidas entregues a Cristo.
Prezado leitor, sinceramente, não podemos condenar ou dizer que uma igreja que se utiliza desses objetos (sim, objetos), para chamar atenção de um público é apóstata e vai contra as escrituras. É bem verdade que Jesus não utilizava de nenhuma parafernália para apregoar o reino dos céus, mas utilizava-se de uma forma objetiva alcançar um tipo de público através das suas PARÁBOLAS, que para a época e o contexto era de uma forma estranha de falar de Deus.
Antes de criticar qualquer igreja, precisamos analisar e ver os frutos que elas estão gerando.
Não estou dizendo aqui que o culto a Deus deve ser de qualquer forma, utilizando-se de qualquer tipo de objetos (como algumas igrejas apóstatas já fazem). Não é isso. Devemos entender que tudo deve servir para a glória de Deus e edificação do corpo de Cristo. O que infringir este princípio, está fora da palavra.
Dentre os jogos de luzes, o som alto e a animação, há corações sedentos pela palavra de Deus, quebrantados e contritos, pecadores, que ao final de um culto desses, dezenas de pessoas entregam a sua vida a Cristo. Pois, há maior alegria no céu por um pecador que se arrepende (Lc. 15.10).
A Sofrência Gospel e o Desespero de Muitos.
Diante do crescente aumento das vertentes da música gospel, podemos encontrar diversos ritmos. De hinos congregacionais a pagode, rock, sertanejo universitário, eletrônica e entre eles, o mais novo viés: a sofrência gospel (não me pergunte o nome do(a) artista rs).
Não quero me prender a falar sobre ritmos e estilos de adoração (deixa pra próxima). No entanto, é curioso perceber que quando há um grande sucesso na música secular, os gaviões mercadantes da música evangélica logo fazem um estilo de música (não é ritmo) na versão “pra Deus” ou “para a pessoa” GOSPEL.
A cada dia mais, o movimento gospel tenta ludibriar a mente dos cristãos mais sofrentes e bobos na fé, oferecendo-lhe músicas que degradam a sua consciência e inteligência espiritual. Aqueles que possuem algum conflito interior, na alma, são totalmente algemados por músicas que não tem propósitos diante de Deus. Servem apenas deixar moças e rapazes de coração rachado.
Ora, no momento em que o país inteiro canta músicas de sofrência (quando você está na pior emocionalmente), estimulando a tristeza, amargura, às vezes ódio, traição e a depressão, o cristão não pode se apegar a isso. Pelo contrário, dentro de nós há uma alegria eterna que não tem fim: JESUS.
Não vá se desesperar! tenha calma. Se você se encontra-se em algum conflito sentimental/amoroso. Apegue-se a palavra de Deus e a oração, pois isto será um remédio para a sua alma. Fuja das músicas que não trazem acalento para o seu coração e busque a paz em si mesmo, sabendo que toda a situação da sua vida está nas mãos de Deus.
Deixo um remédio nas escrituras sagradas:
“O coração alegre serve de bom remédio, mas o espírito abatido virá a secar os ossos.” Provérbios 17:22
“O coração alegre aformoseia o rosto, mas pela dor do coração o espírito se abate. Todos os dias do aflito são maus, mas o de coração alegre tem um banquete contínuo.” Provérbios 15:13,15
Não vá desanimar, no tempo certo Deus trará uma benção especial para a sua vida.
O culto ao homem e a fragilidade da igreja brasileira.
Não é novidade que a igreja brasileira está fortemente enraizada na prática da idolatria, Alguns podem dizer que não! Porém, é só irmos na maioria dos cultos e percebemos que Cristo não é o centro da reunião. A igreja não fez para si estátuas e nem imagens. Porém, intrínsecos no egocentrismo, fazem o culto a Deus se transformar no culto ao homem. É só ouvir as canções que são 'sucesso' nas rádios evangélicas e que são cantadas nos púlpitos das igrejas. Músicas que não expressam mais a glória e a santidade de Deus. Ao invés disso, visam massagear o ego dos ouvintes, provocando emocionalismos passageiros, extravagâncias e movimentos 'meio que' suspeitos em nome do Espírito Santo.
Este tipo de culto, com louvores, principalmente louvores (louvores?) ou músicas, voltadas ao bem estar do crente, trazendo mensagens de vitória, de sabor de mel, de ver o seu inimigo ser destruído, dupla honra e etc, está deixando a igreja doente. Frágil diante das astutas ciladas do Diabo. Eu fico chocado quando vou ao um culto e vejo os tais dos "levitas" (que de levitas não tem nada), quando tem a oportunidade de "adorar ao Senhor", de convidar a igreja a cultuar a majestade de Deus, desprezam-na quando começam a cantar letras que não glorificam a majestade de Deus, mas serve para alimentar o ego da igreja e manifestar algumas euforias.
Ora, quando vamos ao templo, nos reunir com a comunidade, não é pra cultuar a Deus? E porque cultuamos ao homem? E porque ficamos tão alegres em ouvir baboseiras na hora do culto? Porque não aproveitar estes instantes para nos derramar diante de Deus e a sua presença?
Há uma passagem bíblica que amo por demais que nos ensina algo maravilho:
"No ano em que morreu o rei Uzias, eu vi também ao Senhor assentado sobre um alto e sublime trono; e a cauda do seu manto enchia o templo.
Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas; com duas cobriam os seus rostos, e com duas cobriam os seus pés, e com duas voavam.
E clamavam uns aos outros, dizendo: Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória.
E os umbrais das portas se moveram à voz do que clamava, e a casa se encheu de fumaça."
Isaías 6:1-4
Costumo dizer que nós perdemos feio para os anjos. Eles sim, estão sempre adorando e exaltando a natureza santa de Deus. Enquanto nós, muitas das vezes, temos a oportunidade de adorá-lo, mas preferimos adorar a nós mesmos.
Precisamos acabar com o antropocentrismo nos cultos, remover as canções que elevam o nosso ego e os nossos sentimentos. Abaixo as canções que dizem "eu", "ti" e "você" objetivando nos acalentar de forma que deixa o real objetivo do culto a Deus.
Voltemos as escrituras. Observemos os cânticos que há nela. Os cânticos que já foram escritos inspirados pelo Espírito Santo. Para que tudo concorra para a glória de Deus.
De volta com uma simples reflexão da minha vida.
Estou de volta.
Nossa, nunca pensei que faltaria tempo para escrever. Diante de tanta correria na minha vida nestes últimos meses (trabalho, final da graduação e casamento), acabei dando um tempo em escrever por pra vocês. Escrever (ou digitar) é algo que já faço a bastante tempo e sou apaixonado por esta prática.
Para aqueles que me acompanham desde 2008, sabem que desde o início, tento repassar através das gentis letras deste blog o amor que tenho ao evangelho e ao Cristo dele. Isto porque devo tudo ao evangelho. Essa boa nova que incendiou a minha vida e a transformou de maneira que busco viver a suprema vontade de Deus.
Neste tempo que passei sem postar, aprendi muitas coisas interessantes sobre o evangelho. Mesmo nascendo na igreja, crescendo entre os dogmas, legalismos e ensinamentos religiosos, nunca pensei que a minha mente poderia se libertar de algumas amarras e mudar tanto assim.
Sempre quis viver "a simplicidade do evangelho", porém, o ser humano complica tudo o que vem pra simplificar a sua vida, principalmente a vida com Deus.
Enfim, comecei a entender que o evangelho se resume em uma só palavra: AMOR.
Aí você me pergunta: Isto é novidade? Eu já sabia!
Porém, uma coisa é você saber que a palavra que norteia a vida com Deus é o AMOR. Outra coisa é você aprender a viver e aplicar o amor na sua vida e na vida de outrém constantemente como manda as escrituras. Hoje busco amar mais, conversar mais, ouvir mais e abraçar mais. Contudo, tenho tentado, diariamente, mortificar a minha carne e nutrir o espírito, objetivando que tudo em minha vida concorra para a glória de Deus.
George Beverly Shea partiu para a Glória.
George Beverly Shea, 104 anos, foi um dos maiores nomes da música gospel americana. Acompanhante do Reverendo Billy Graham em suas gigantescas cruzadas, George era um puro servidor do evangelho. Com a sua tenra qualidade vocal, edificava multidões quando se aproximava dos microfones e entoava canções como "How great thou art" ou "Quão grande és tu", " I'd Rather have Jesus" e "The love of God is greater far". Dono de um barítono inigualável, George Beverly Shea cantou pela primeira vez em 1943, na presença de Billy Graham, em um programa de rádio em Chicago. Através das canções entoadas por este arauto, o evangelho foi proclamado em diversos continentes, atingindo milhões de pessoas.
Beverly Shea recebeu 10 indicações ao Grammy, um Grammy Award em 1965. Participou do Hall da fama da radiofusão religiosa e foi membro do Hall da fama da música gospel nos EUA.
A seguir, o Rev. Billy Graham citou algumas palavras para descrever como era o seu companheiro de evangelho:
“Eu o conheci enquanto estava em
Chicago, na Rádio Moody”, disse Billy Graham. “Como um jovem começando o
meu ministério, perguntei-lhe se não queria juntar-se a mim. Ele disse
que sim e há mais de 60 anos, tivemos o privilégio de ministrar juntos
em todo o país e ao redor do mundo. Bev foi um dos mais humildes, um dos
homens mais graciosos que já conheci e um de meus amigos mais próximos.
Eu o amava como um irmão. Minha oração por sua esposa, Karlene, e seus
filhos, Ron e Elaine, é que Deus possa fortalecê-los durante este
tempo”.
Na sua grande trajetória, cerca de mais de 60 anos de ministério, George teve a oportunidade de cantar em corais de igrejas, cruzadas, rádios e participar de programas de televisão, sempre levando o evangelho de Jesus Cristo. Com mais de 70 álbuns gravados de música sacra, George Beverly Shea é um exemplo de vida dedicada ao ministério do evangelho. Ele passou os seus últimos dias aqui na terra lúcido, falando de Cristo e aos 104 anos, Deus desejou ter um encontro especial com ele, um encontro de glória.
Blogando e Edificando.
Hoje alguns comemoram o dia do blogueiro. Ora, não há data 'certa' para tal festividade, mas já que muitos blogueiros se mobilizam no dia de hoje (20/03), estarei postando um texto especial sobre a força que o blog exerce na edificação espiritual de muitas pessoas.
Nós sabemos que a internet nos conduz a lugares que não poderíamos estar fisicamente. Nela encontramos diversos tipos de informações como vídeos, imagens (fotos), notícias, entre outros recursos midiáticos. Porém, não podemos esquecer que a internet é um poderoso meio que podemos, facilmente, propagar a mensagem das boas novas de Cristo.
Sempre gostei de ler e escrever. Em meados de 2008, eu e meu amigo e irmão Edd Carlos de Assis decidimos criar o nosso primeiro blog, onde divulgava notícias e eventos da nossa igreja. Com isso, fui me apaixonando cada vez mais em blogar e sentindo-me satisfeito por poder redigir mensagens, inspiradas pelo Espírito Santo, para exortar e ensinar a diversas pessoas as escrituras sagradas. Através do blog eu poderia atingir milhões de pessoas, de diversas etnias, de diversos continentes e culturas. Eu poderia pregar o evangelho sem estar em um púlpito.
Lembremo-nos que há muitos países que é complicadíssimo de se pregar o evangelho da salvação, devido as suas ditaduras comunistas, ateístas e idólatras que estão fortemente alocadas nestes territórios. Através deste blog consegui atingir, pela palavra de Deus, pessoas que estãos nestas nações. Muitas vezes cristãos oprimidos por uma ditadura e perseguidos pelo sistema de gorveno de sua nação.
Ser editor de um blog cristão é ter a consciência do poder que esta ferramenta tem de levar a mensagem das boas novas aos oprimidos pelo pecado e distantes da fé em Deus, entendendo a responsabilidade que temos de sempre manejar bem as escrituras sagradas, tendo o cuidado de não escrever algum tipo de heresias e ensinos bíblicos distorcidos.
Ora, ser blogueiro cristão não é fácil. E ser um blogueiro que preza a apologética cristã é uma tarefa muito mais árdua. Nem sempre teremos comentários positivos. Alguns até agridem com palavras os nossos textos. Qualquer um pode discordar das nossas palavras e ideias. Porém, há outras que elogiam a nossa postura diante dos fatos e do conhecimento bíblico, e muitos destes guardam e aplicam à sua vida as mensagens pregadas neste blog.
Logo, como toda a tarefa que corresponde ao reino de Deus não é fácil, blogar não deixa de se encaixar neste perfil. Contudo, utilizo as palavras do apóstolo Paulo que escreveu à igreja de Corinto dizendo assim: "Ai de mim se não pregar o evangelho." (I Co. 9.16). Precisamos pregar em tempo e em fora de tempo. Em qualquer lugar, para qualquer pessoa. Independente do meio que você utiliza. Mas lembrado que tudo concorra para a glorificação do nosso Deus.
Desejo parabenizar a todos os blogueiros, principalmente os cristãos. Digo a vocês, continuem levando a boa, doce e poderosa mensagem de esperança que só o evangelho de Cristo nos proporciona a salvação de todo aquele que crê. E se você ainda não se tornou um blogueiro, te convido a entrar no nosso time. Faça um blog, escreva mensagens de Deus e seja um arauto de Deus na blogosfera.
A Quem Realmente Estamos Adorando?
Nestes últimos dias observamos a tão grande apostasia que tem arrebatado diversos cristãos. Estão deixando as escrituras de lado! Estamos vivendo um tempo que muitos estão preocupados em ganhar dinheiro e viver a sua vida do seu jeito e de sua vontade ao invés de estarem prontos a adorar ao Senhor, meditar em suas palavras e viver um cristianismo sério e responsável embasado nas escrituras.
Fiquei chocado, perplexo com o que acabei de ver e ouvir. Chegou ao meu conhecimento que um determinado cantor gospel foi “apresentar-se” em uma igreja evangélica no estado de Goiás, logo, vale salientar que os shows deste cantor/compositor muito famoso são marcados por muita euforia, agitação, pulos e outras animações. Contudo, o pastor desta distinta igreja deu uma ordem no meio da apresentação. Um pastor totalmente educado e respeitando a todos que estavam no local. Este pediu encarecidamente que o público não ficasse em pé ou pulasse enquanto o cantor gospel cantasse. Ora, é possível entender que uma ordem dada por um pastor, o anjo da igreja (Ap. 2.12), sacerdote de um povo, seria normalmente acatada, mesmo que não fosse do gosto das ovelhas.
Porém, não foi isto que aconteceu. O singer gospel continuou a sua “apresentação” (porque não é um culto a Deus), mas algumas pessoas continuaram a “bagunçar a apresentação”, fazendo com que o pastor finalmente cancelasse o evento. Alguns indignados começaram a vaiar o pastor. Isto mesmo, vaiar o pastor. Pelo amor de Deus, aonde vamos parar com tanta má educação e falta de temor e respeito para com aqueles que Deus levanta para liderar o seu povo?!
Queridos, nesta triste realidade em que vivemos desejo aqui tecer alguns comentários sobre este fato tão polêmico e propício para que possamos observar o que está acontecendo atualmente na igreja brasileira.
1º O pastor sabia qual era o estilo de música e de apresentação que o cantor trabalha: Ele já deveria saber que aconteceria tal euforia por parte das pessoas. Se você escuta uma música agitada, é claro que dá vontade de pular, saltar e gritar. Se você não sente isso é porque você está morto. E imagine em uma igreja com milhares de pessoas aglomeradas em um mesmo lugar. Sou contra em trazer pessoas que estão na mira e no centro da “fama” para cultos nas igrejas brasileiras. Isto só levará a sua igreja, querido pastor e líder, muita gente que não irão adorar a Deus, mas sim, para ver, tirar fotos e pegar autógrafos das estrelas gospel.
2º Uma ordem dada por um pastor deve ser sempre obedecida, mesmo que seja contrária ao nosso comportamento e nossa ideia: Ora, o pastor é o responsável pela nossa saúde e edificação espiritual. A bíblia relata: “Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura de carneiros (I Sm. 15.22).” Se não conseguimos nos submeter a um líder escolhido por Deus para cuidar de suas ovelhas, como poderemos obedecer outras pessoas? Até Deus, ficaria difícil de acatar as suas ordens. É preciso nos submetermos aos líderes que estão acima de nós. Porém, vivemos dias em que não se tem mais respeito pelas autoridades eclesiásticas. Logo, tal desobediência é pecado!
3º Estamos adorando a pessoas e não ao verdadeiro Deus: Eu como cristão, devo entender que o culto a Deus no templo, é para Deus e somente para ele. Não comentei que não concordo em trazer pessoas com fama do mundo “gospel” para as igrejas, pois o povo não sabe diferenciar as coisas. Acabam pecando, adorando mais a criatura do que o criador (Ap. 4.11). Devemos tirar da nossa mentalidade que tanto faz ter ou não ter um cantor ou um pregador de renome em nossos cultos, congressos e eventos em gerais. Devemos está preocupado se o Espírito Santo estará presente em nossas reuniões.
4º O que me choca ao ver o vídeo do acontecido é: perceber que muitos ditos “crentes” estão nem aí para o sacerdócio da igreja, o temor ao santo templo (onde Deus habita) e as outras pessoas que desejavam cultuar a Deus através das canções entoadas pelo cantor. O cantor não teve também nenhuma culpa. O maior problema é que o povo que se diz crente, mas não tem educação e temor às coisas de Deus. Querido líder, se você deseja levar um cantor ou pregador famoso aguente as consequências. Ore bastante, ensine ao povo a temer a Deus e escolha uma pessoa com boa índole que irá trazer conteúdo, boa palavra e hinos que glorifiquem a Deus.
Portanto queridos leitores, a realidade da igreja brasileira é calamitosa. A falta de examinar as escrituras tem distanciado o povo da verdadeira vontade de Deus para as suas vidas. Com isso, se deixam levar pelos pragmatismos e intolerância aos valores cristãos. A minha pergunta é: A quem, de fato, estamos adorando?
Oremos para que um avivamento genuíno chegue depressa a igreja brasileira.
Oremos para que um avivamento genuíno chegue depressa a igreja brasileira.
Maranata!
Porque Não Concordo com Pastores que se Candidatam a Cargos Públicos.
Em todos os anos eleitorais, milhares de cidadãos brasileiros candidatam-se para concorrer a uma das muitas vagas de cargo público. Pra muita gente tornou-se até sonho ser político. Criou-se uma cultura desejar está inserido na administração pública. A levar o nome de vereador, prefeito, deputado, senador e presidente. Porém, o cerne, o objetivo principal da prática política não os interessa, mas apenas a ânsia de ganhar um ótimo salário e várias regalias como um representante da sociedade.
Embora, dentre estes muitos brasileiros que concorrem a um cargo deste tipo, há um grupo, que por sua vez é a minoria, mas já está se fortalecendo, e pelo visto serão um número bem representativo, estão buscando a carreira governamental.
De um tempo pra cá, pastores evangélicos estão inserindo-se na vida pública. Não é pequeno o número de clérigos que ultimamente tem ingressado na carreira política em “nome de Deus”.
Lembra-se da “teocracia”? Ideia de um sistema de governo em que as ações políticas, jurídicas e policiais são submetidas às normas de alguma religião. Ou seja, muitos pastores estão usando este tipo de argumento, para que possam viver uma vocação dupla. Já deixo bem claro que, não discordo de um governo dirigido por um homem guiado por Deus (verdadeiramente guiado por Deus). Porém, o que é errado é um pastor evangélico, dizer que foi Deus quem o mandou e o escolheu para exercer tais funções públicas.
Esclareço que, se Deus vocacionou uma pessoa para exercer o pastorado de uma igreja, deve se fazer com total esmero, sacrifício e de boa vontade, sabendo que assim faz a vontade daquele quem o alistou.
O apóstolo Paulo escreve em uma de suas cartas e explicita muito bem para estes tipos de pessoas que desejam, muitas vezes abandonar o ministério pastoral, ou conciliá-los a política: “Se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja”. (I Tm. 3.1).
O que me entristece é saber que pastores estão trocando a sua chamada eclesiástica pela política. E neste país varonil, a política é suja, desonesta e corrupta. Vivemos em um país com tantas leis, mas com tamanha desigualdade social.
Alguns dizem: “Quero exercer o meu direito de cidadão, e eu como pastor, entendedor da palavra de Deus e ungido, vou fazer a diferença no congresso, na presidência ou na câmara”. Embora, tenham este pensamento, eu entendo que uma pessoa que é alistada por Deus não se embaraça com as coisas desta vida (2 Tm. 2.4).
Lembro-me de uma frase que li de Nelson Mandela, líder do apartheid, que dizia assim: “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo.”
Eu quero usar melhor estas palavras, apenas substituindo a palavra educação (sabendo também que a educação tem um grande poder transformador). Ao invés da educação, coloca “evangelho”. A frase ficaria assim: “O evangelho é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo.”.
Querido pastor, é através da sua pregação que você poderá mudar o rumo do mundo!
Pastor é pra cuidar das ovelhas. Pastor é para pregar o evangelho. Pastor é para aconselhar, doutrinar e repreender. Lugar de pastor é na igreja e não em um posto político.
Conheço diversos pastores que deixaram o seu chamado ministerial para caminhar nas estradas tortas da politicagem. Foram se afastando de tal maneira que desistiram dos planos de Deus para a sua vida e a vida da igreja. Pois, quando a igreja perde um pastor para a política, a igreja sofre. E este não é o desejo de Deus. Para toda escolha há uma consequência, seja ela boa ou ruim. Cuidado na escolha que você vai tomar.
Imagino que estes homens durante a sua juventude, ou até a sua meninice, pediam a Deus, buscavam a Deus a vocação pastoral. Esforçaram-se para isso, estudaram para isso. Entretanto, a ganância se tornou mais forte, a cegueira das regalias desoriento-os, e desta maneira o que era para ser pastor, agora está, ao invés de estar pregando o evangelho, está distribuindo filipetas, panfletos e fazendo comícios para atrair votos.
Você pode me perguntar: “Ah, eu posso conciliar o meu pastorado e minha carreira política”. Eu explico: Você pode até tentar, mas não irá conseguir. Ambas funções exigem muito tempo da nossa vida. Ou eu faço uma coisa, ou não faço. Eu sendo pastor, como irei atender as minhas ovelhas, ganhar mais ovelhas, irei ter tempo para estudar as escrituras e bons livros, cuidar dos serviços e ordenanças da igreja e etc...
E eu como político, como irei atrair mais votos (isto em campanha), viajar para outros lugares para resolver problemáticas, como irei organizar a minha carreira e dividir o tempo para o êxito da carreira política?
Querido pastor, não troque os dons e a vocação que Deus lhe concedeu por causa de um desejo improdutivo e desnecessário. Saiba entender a vontade de Deus para a sua vida. Saiba dar valor aquilo que Deus entregou em suas mãos. Através da sua vida, Deus quer levantar uma igreja forte, unida e santa, para impactar este mundo e provocar mudanças na sociedade. Se Deus te chamou para ser pastor, faça isto, dedique-se, pregue, ganhe almas, pois assim você irá alegrar o coração de Deus.
Fontes utilizadas:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Teocracia
Razões Porque Está Errado o Namoro Entre Cristãos e Não Cristãos.
Por Renato Vargens
Eu poderia enumerar inúmeras razões porque não concordo com o namoro entre cristãos e não cristãos, mas, vou citar somente uma: A Bíblia, a Palavra de Deus não recomenda.
Talvez ao ler essa afirmação você esteja dizendo consigo mesmo: Que coisa ultrapassada! Qual é o problema? Não tem nada demais. Eu posso evangelizá-lo e levá-lo para a igreja. Vai ver que essa é forma dele conhecer a Cristo! Ah! Que caretice! Isso é palhaçada! Esse tempo já passou!
Pois é, é comum ouvirmos de nossos adolescentes e jovens frases como estas. Para muitos deles não existe o menor problema em namorar um não cristão. Entretanto, o que talvez eles desconheçam é o ensino bíblico de que não devemos nos colocar em jugo desigual com os incrédulos (II Co 6.14). "Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel?
Para Calvino, o jugo desigual era nada menos que manter comunhão com as obras infrutíferas das trevas e estender-lhes a destra de companhia. Em outras palavras isto significa estar ligado ao mesmo tempo, lado a lado na mesma canga. É a metáfora dos bois ou cavalos que têm de andar juntos, desfrutando das mesmas práticas, porque estão presos na mesma canga.
Caro leitor, escolher uma pessoa que compartilha da mesma fé e sonhos é fundamental a construção de um namoro equilibrado e saudável. Como escrevi no meu livro "Namoro.com", o namoro deve ocorrer entre pessoas que estejam em igualdade de situações. O fato de existir discrepâncias espirituais pode proporcionar um seriíssimo problema relacional entre aqueles que se gostam.
Do ponto de visto bíblico o namoro entre não cristãos e cristãos é absolutamente desaconselhável. Paulo, ao escrever aos coríntios ordena que um cristão ao se casar, deve fazê-lo “somente no Senhor”. Obviamente isso proíbe o casamento com incrédulos e, portanto, namorá-los.
Vale a pena lembrar o que a Confissão de Fé de Westminster diz a respeito do casamento entre cristãos e não cristãos: “A todos os que são capazes de dar um consentimento ajuizado, é lícito casar, mas é dever dos cristãos casar somente no Senhor; portanto, os que professam a verdadeira religião reformada não devem casar-se com infiéis, papistas ou outros idólatras; nem os piedosos prender-se a jugo desigual por meio do casamento com os que são notoriamente ímpios em suas vidas, ou que mantêm heresias perniciosas”
Isto, posto, afirmo sem titubeios que uma aliança não aprovada por Deus proporciona consequências terríveis para o cristão. Como bem disse o meu amigo Mário Freitas, não existe pecadinho e pecadão e sim "Consequênciazinhas e consequêciazões".
Pense nisso!
Renato Vargens
Você Conhece o Pastor Hitler?
Todos nós conhecemos a figura memorável e infeliz do grande ditador alemão da 2ª guerra mundial. Hitler, foi e até hoje é um dos seres mais aterrorizantes da história e que provoca ira, desgosto e tristeza na sociedade. A quem diga o povo judeu. Eles que sentiram na pele a ganância deste homem por uma raça ariana e perfeita, e por causa disto um grande preço foi pago. Este ditador ordenou o seu ódio contra os judeus e aqueles que não fossem dignos de viverem em um mundo comandado por ele. O desejo de Hitler era extinguir toda e qualquer pessoa que não se encaixasse nos padrões que ele havia proposto. Houve sofrimento e mortes. Alguns ainda vivem em suas lembranças, através da história, as marcas da crueldade deste homem e ainda hoje, muitas raças, tribos e nações estão marcados com este episódio antigo.
Nesta perspectiva, é interessante analisar algumas condutas de alguns distintos pastores e líderes que através delas vem envergonhado aquilo que verdadeiramente lhes foi proposto. O tema que escolhi para este artigo é bastante apelativo, na vontade de chamar a sua atenção. Logo, isto nos levará a atender sobre aquilo que está acontecendo na igreja do Senhor Jesus neste tempo.
Já conheci e convivi com homens que se intitulavam pastores e líderes que praticavam certos tipos de crueldades sobre as suas ovelhas. Embora, alguns destes ungidos por Deus, com chamada ministerial e vocação, porém não conseguiam lidar com a autoridade a eles impostas. Deus concedeu e concede autoridade aos pastores para ajudar, aconselhar, amar e instruir cada uma de suas ovelhas (At. 20.28 / I Ts. 5.12). Infelizmente, tais homens obtém o chamado de Deus em sua vida, mas esquecem de zelar pela sã doutrina e cuidado de seus membros.
É bem verdade que os deveres de um pastor essencialmente são: ensinar e pastorear as ovelhas; proteger a igreja de falsos ensinos e supervisionar os trabalhos da igreja. Entretanto, há alguns que além dos deveres que Cristo os imputou através das escrituras sagradas, não conseguem lidar com a autoridade proposta, assim fazendo ações que não agradam a Deus e não ajudam a fortalecer as suas ovelhas.
Alguns usam desta autoridade para obrigar os membros da sua igreja a realizarem feitos que não estão nas escrituras sagrada.
Legalismo é a palavra que podemos utilizar para definirmos aquilo que está acontecendo. Segundo o teólogo Moises Almeida, legalismo é todo o sistema, regras, expectativas ou regulamentos que condiciona a salvação ao esforço humano de agradar a Deus. Ou seja, tem pastor por aí pensando que legalismo, regras incontudentes a palavra de Deus servem para santificar a igreja e assim salvá-la.
Não é de hoje que vemos pastores incumbindo e obrigando a sua membresia a ações extremistas e fanáticas. Ensinos que vão muito além das escrituras. Isto vem provocando diversos afastamentos por parte dos membros, tanto afastamento da igreja como de Deus. E quando uma pessoa se distancia de ambos, aproxima-se cada vez mais do pecado.
O pastor Hitler utiliza a busca da santidade como o principal objetivo para tudo isto. Estes líderes, impõem tantas regras, tantos regulamentos que acabam distanciando as pessoas da comunhão plena para com Deus, entristecendo-as e fazendo com que elas venham se sentir desprezíveis. Mechem tanto no psicológico e no espiritual de certas pessoas que as fazem pensar que são mais santas do que outras pessoas devido a alguma vestimenta. Jesus nunca nos ensinou isto.
É verdade que com as nossas roupas nós também adoramos ao Senhor. Existem tipos de roupa que não agradam a Deus e não produz bom testemunho de cristão para o mundo. Mas o foco também não é este. Só para concluir este pensamento, lembro-me que vivenciei tempos que eu só poderia pregar se fosse de terno e de gravata. Hoje, graças a Deus, percebi que isto é apenas regras humanos ou de uma denominação. Paletó e gravata não fala, não canta e nem prega.
Outra característica de um pastor Hitler busca em seus liderados a excelência. Quer está rodeado de santarrões. Pessoas quem pensam que tudo é pecado, que não se pode fazer mais nada. Quem me conhece sabe, uma das coisas que não gosto é que envergonhe o evangelho. Muitos destes extremistas, santarrões tem feito algumas coisas que revelam o amor de Cristo como um amor carrasco. Santidade sim, legalismo não! Quem santifica é a palavra de Deus.
Um pastor Hitler busca pessoas que fazem tudo o que vos manda. De nenhuma maneira estou ensinando a não obedecer ao seu pastor. O bom pastor, aquele que zela pelas almas é digno de toda a obediência, pois foi Deus quem o chamou e o capacitou. É claro que, muitos pastores que estão liderando uma determinada igreja não estão se tocando na forma que estão utilizando a autoridade divina que está imposta neles. Mas um pastor Hitler visa e se agrada naquele que o serve, mas ele não quer servir.
Logo, o escritor aos Hebreus no capítulo 13 e versículo 17 exorta-nos:
"Obedecei a vossos pastores, e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil."
O pastor é responsável por cada vida que o Espírito Santo insere na igreja. Ele irá prestar contas a Deus no grande dia.
Com isso, uma das características mais peculiares de um pastor Hitler é ensinar uma santidade absurda (como já vimos acima) que não está proposta na bíblia através de usos e costumes (roupas, estilos de cabelo e acessórios) de uma denominação do que a verdadeira exposição bíblica. A bíblia está cheia de ensinamentos. Como nós devemos andar, vestir, falar e se portar. Ela não precisa de complemento. É a palavra de Deus que santifica o homem , é a palavra que liberta e restaura o homem pecador (Jo. 17.17).
As pessoas não precisam estar debaixo de uma autoridade pastoral falha que não visa a glorificação do eterno e nem a expansão do reino de Deus.
Certa vez ouvi um pastor afirmar que aqueles que não estavam satisfeitos com a sua "administração" ou "gestão" poderia muito bem sair de sua igreja. Já observei pastores colocarem tanto jugo na vida de seus membros que os mesmos não aguentaram e saíram da igreja. Irmãos, a palavra de Deus nos informa que nos últimos dias irão aparecer em nosso meio charlatões, enganadores. Muitos que vem no nome de Deus, mas são lobos, inimigos da noiva de Cristo. Não podemos nos enganar.
Contudo, um verdadeiro pastor deve:
- Amar a sua igreja e seus membros;
- Ser humilde e quebrantado;
- Zelar pelo templo;
- Cuidar e exorta os cristãos;
- Evangelizar os perdidos;
- Realizar missões e ações sociais;
- Focar no bem estar da igreja (edificação e adoração a Deus);
- Defender a fé cristã;
- Orar para que Deus preserve uma igreja saudável;
- Não pôr jugo pesado em seus membros, pois Jesus veio para aliviá-los.
Se o seu pastor é um Hitler, então te deixo dois conselhos:
- Ore por ele e o suporte (Ef. 4.2). Peça a Deus que venha quebrantá-lo e fazê-lo um bom pastor. Não como você quer e deseja, mas como Deus quer.
- Converse com seu pastor. Informe a ele o que está acontecendo com a sua gestão na sua igreja.
Com certeza ele irá lhe ouvir e pensar sobre o assunto.
Lembrai-vos dos vossos pastores, que vos falaram a palavra de Deus, a fé dos quais imitai, atentando para a sua maneira de viver. Hebreus 13:7
Qual a Melhor Bíblia Para Mim?
O querido Walter McAlister (Bispo Primaz das Aliança das Igrejas Cristãs Nova Vida) gravou um vídeo bastante interessante, em que expõe 3 tipos de bíblias que podem ser usadas para o estudo das santas escrituras e também para leitura livre.
De fato, este vídeo me fez conhecer 2 novas traduções que irão facilitar qualquer pessoa que queira entender a palavra de Deus. Com as diversas novas traduções, a bíblia se torna um livro mais interpretável e esclarecedor. Devido a linguagem mais usada ser a de João Ferreira de Oliveira, onde por séculos promoveu uma ótima tradução para os leitores do sagrado livro, muitos ainda sentem dificuldade de entender a bíblia.
Assista o vídeo abaixo e conheça tais bíblias que irão te auxiliar no estudo das santas letras e que, certamente irá te edificar.
Cristão Deve Ouvir Música do Mundo?
Por Maurício Zágari
(Só um alerta, em amor: essa questão não se define em 3 ou 4 parágrafos. Por isso, este será um post longo e, se você estiver sem tempo de ler ou não tiver paciência de ler textos compridos, sugiro que nem vá adiante. Mas, se quiser prosseguir, vamos juntos, passo a passo.)
1. O que a Bíblia chama de “mundo”?
Primeiro temos que compreender o que a Biblia chama de “mundo”. No contexto das Escrituras, “mundo” (do grego kosmos) é todo um sistema de valores e práticas que se opõem ao Evangelho, ou seja, àquilo que Jesus ensinou. Ao Reino de Deus. Às boas-novas de salvação. Logo, tudo o que contraria os genuínos ensinamentos cristãos, a ética cristã, a moral cristã, os conceitos bíblicos é… do mundo. E, nesse sentido, não é “mundo” com significado de “universo” ou “planeta terra”, mas no sentido de tudo aquilo que, em resumo, levaria Jesus a fazer careta.
2. Os cristãos não devem se misturar com o que é do mundo
Tendo entendido o que é “mundo” segundo a Biblia, vamos ao segundo passo: provar biblicamente que Jesus e o que é do mundo não se misturam. E, logo, que o cristão e o que é do mundo não se misturam. Para isso, vamos à Palavra de Deus:
1 João 2:15 – “Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele”.
João 1:10 – “O Verbo estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o conheceu”.
1 Jo 4.4,5 – “Filhinhos, vós sois de Deus e tendes vencido os falsos profetas, porque maior é aquele que está em vós do que aquele que está no mundo. Eles procedem do mundo; por essa razão, falam da parte do mundo, e o mundo os ouve”.
João 15:19 – “Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; como, todavia, não sois do mundo, pelo contrário, dele vos escolhi, por isso, o mundo vos odeia”.
Há muitas outras passagens, como a famosa Jo 3.16, mas, para não tornar este texto demasiadamente enfadonho, acredito que essas já são suficientes para demonstrar essa realidade: se você é cristão, se você é sal da terra e luz do… mundo… não deve se misturar ao que vai contra Cristo e aos ensinamentos de Cristo.
E tudo o que vai contra Cristo… É mundo.
Até aqui tudo bem? Ficou claro que, segundo a Biblia, o cristão não deve se misturar com valores anticristãos, ou seja, mundanos? Ok então, vamos adiante.
3. O que é música “do mundo”?
Seguimos para o terceiro e fundamental passo: dedinir o que exatamente é “música do mundo” – aquela que, pelo que já vimos pelos dois passos anteriores, tem de ser evitada pelo cristão. “Música do mundo” seria, então, aquela que contraria o Evangelho, que se opõe aos ensinos de Jesus, que leva aos ouvidos (e, em seguida, ao cérebro e, como consequência, ao coração e à alma) mensagens que batem de frente com a ética de Cristo, com as boas-novas do Reino de Deus. Então, o conceito de “música do mundo” está ligado diretamente a aquilo que determinada canção diz: seus valores, sua filosofia, seus ensinamentos.
Portanto, biblicamente, uma música ser ou não do mundo não tem nada a ver com estilo musical, instrumentos utilizados, melodia, harmonia ou ritmo. Tem a ver com MENSAGEM. Com o que ela diz. Com o que ela defende. Com o que ela ensina.
Tendo compreendido isso, vamos falar a respeito de alguns mitos e algumas verdades sobre música “do mundo” e música “cristã”:
Embora todos amemos e devamos louvar, elogiar o Senhor em canções e reconhecer quem Ele é e faz, a Bíblia não afirma diretamente em nenhuma passagem que o cristão só pode ouvir músicas que falem de Deus ou que sejam louvores. Pelo contrário, uma leitura atenta dos livros de Salmos, Cântico dos Canticos e até mesmo Jó, por exemplo, demonstram que a exaltação da criação de Deus, do amor, de sentimentos belos são algo lícito ao povo de Deus. O Salmo 150 infere que louvar deve ser uma explosão de amor pelo Criador. Mas não há proibição bíblica de cantar o amor de um homem pela mulher que ama, por exemplo. Assim, não é antibíblico (logo, não é pecado) eu escrever uma poesia de amor para minha amada ou mesmo uma que exalte as belezas da cidade onde vivo e em seguida musicar esses versos. Poderia, por exemplo, cantar…
Eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida eu vou te amar
Em cada despedida eu vou te amar
Desesperadamente, eu sei que vou te amar
ou
Cidade maravilhosa,
Cheia de encantos mil!
Cidade maravilhosa,
Coração do meu Brasil!
Jardim florido de amor e saudade,
Terra que a todos seduz,
Que Deus te cubra de felicidade,
Ninho de sonho e de luz.
…e não estaria cometendo absolutamente nenhum pecado. Simplesmente porque nada do que a letra dessas músicas diz contraria o Evangelho, se opõe aos ensinos de Jesus, leva ao coração mensagens que batem de frente com a ética de Cristo, com as boas-novas do Reino de Deus. Cheia de encantos mil!
Cidade maravilhosa,
Coração do meu Brasil!
Jardim florido de amor e saudade,
Terra que a todos seduz,
Que Deus te cubra de felicidade,
Ninho de sonho e de luz.
Então a conclusao lógica e bíblica é que músicas de amor, canções que exaltam belezas naturais ou até mesmo que, sei lá, contem uma história sobre dois capiaus em visita a uma fazenda – e muitos outros tipos de músicas seculares que não necessariamente são cantadas em igrejas, gravadas por cantores supostamente cristãos ou que sejam tocadas em rádios ditas “evangélicas” – são “música do mundo”. Simplesmente porque não se encaixam na definição bíblica de “mundo”.
Não contrariam a Bíblia. Não se opõem a Cristo. Não ensinam nada diferente do que está nas Sagradas Escrituras.
São músicas seculares? Sim. São músicas que não necessariamente falam de Deus ou de seus feitos? São. Mas são músicas que contrariam Cristo ou o Evangelho? Não. Então, evidentemente não são louvores ou músicas sacras, mas também não são músicas “do mundo”, ou seja, músicas pecaminosas.
Aí você pode estar pensando “Uhu! Então liberou geral! Posso ouvir o que quiser!”. Nananinanão. Não é bem assim. Biblicamente você pode ouvir uma música que não necessariamente fale de Deus, mas você SEMPRE tem que prestar atenção na letra das músicas, na MENSAGEM que elas transmitem. Se essas músicas apregoam valores antibíblicos, porque aí sim elas são músicas do mundo. E aqui vou dar exemplos práticos. Em pleno Rock in Rio, li no twitter uma cristã dizendo que estava triste porque não poderia assistir ao show dos Titãs. Por isso, decidi tomar esse grupo como exemplo. Bem, os Titãs têm músicas cujas mensagens são claramente antibíblicas. E, por definição, são “música do mundo”. Por exemplo, comecemos com a música mais óbvia, chamada Igreja. Leia com atenção a letra, com especial atenção ao que está em negrito:
Eu não gosto de padre
Eu não gosto de madre
Eu não gosto de frei.
Eu não gosto de bispo
Eu não gosto de Cristo
Eu não digo amém.
Eu não monto presépio
Eu não gosto do vigário
Nem da missa das seis.
Não! Não!
Eu não gosto do terço
Eu não gosto do berço
De Jesus de Belém.
Eu não gosto do papa
Eu não creio na graça
Do milagre de Deus.
Eu não gosto da igreja
Eu não entro na igreja
Não tenho religião.
Não!
Não! Não gosto! Eu não gosto!
Não! Não gosto! Eu não gosto!
Agora… você, que é cristão, me responda sinceramente: você cantaria essa música achando que “não tem nada a ver”? Se alegrando, sorrindo e pulando? Isso é algo que uma pessoa lavada e redimida pelo sangue daquele que foi à Cruz pelos pecadores sai cantando feliz da vida? Haveria anjos ao redor se alegrando? Você responda.
Vamos a outra: Homem Primata. Selecionei um trecho:
Eu aprendi
A vida é um jogo
Cada um por si
E Deus contra todos
Você vai morrer
E não vai pro céu
É bom aprender
A vida é cruel…
E aí, crente? Cantamos e nos alegramos cantando isso? “Deus contra todos”? Por favor, apenas pare um minuto para pensar no que você está cantando: “Deus contra todos“! Como assim?!
Para completar o pacote, só mais uma, da qual extraio um trecho: Epitáfio
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar…
O acaso? Mas se a Bíblia diz que há um Deus que controla todas as coisas, como seria possível que “o acaso” protegesse alguém? Biblicamente, “acaso” é um conceito que não existe. Logo, Epitáfio traz uma mensagem antibíblica. E, logo, lamento informar, é música do mundo.
Usei os exemplos do Titãs porque é um grupo bem conhecido e você possivelmente já cantou essas canções (e outras que são tão chulas que nem me atrevo a escrever a letra aqui), como eu mesmo já cantei milhares de vezes antes de Jesus me converter, fui a shows, comprei os CDs. Só que aí somos salvos, o Espírito Santo passa a habitar em nós e começa a nos convencer do pecado, da justiça e do juízo. E você, que é salvo, sabe como essas coisas nos incomodam, não é?
Aí você começa a ouvir as MENSAGENS que grupos como os Titãs passam em músicas como essas (e olha que só citei três, hein) e algo faz um clique no teu espírito sobre esse papo “careta”, “radical”, “ortodoxo” e “fundamentalista” de “não ouvir música do mundo”.
Mas, para não ficarmos falando somente de uma banda, deixe-me pegar apenas um outro exemplo de um universo de grupos e cantores que poderiam pegar: o conhecido Barão Vermelho. Seleciono uma música que tem um título bem sugestivo e que era a minha preferida deles antes de Jesus me justificar, chamada Nunca existiu pecado. Reproduzo as 3 primeiras estrofes:
A rapidez velha do tempo
Revive inquisições fatais
Um novo ciclo de revoltas
E preconceitos sexuais
Por mais liberdade que eu anseie
Esbarro em repressões fascistas
Mas tô a margem disso tudo
Desse mundo escuro e sujo
Não tenho medo de amar
Pra mim nunca existiu pecado
Essa vida é uma só
Nesse buraco negro eu não caio.
Revive inquisições fatais
Um novo ciclo de revoltas
E preconceitos sexuais
Por mais liberdade que eu anseie
Esbarro em repressões fascistas
Mas tô a margem disso tudo
Desse mundo escuro e sujo
Não tenho medo de amar
Pra mim nunca existiu pecado
Essa vida é uma só
Nesse buraco negro eu não caio.
Ou seja, Barão Vermelho está defendendo por meio da mensagem dessa letra que:
1. Não existe pecado;
2. O Cristianismo é sexualmente preconceituoso;
3. A ética de Cristo é uma “repressão fascista” porque contraria aquilo que o pecador deseja fazer;
4. Quem afirma que existe pecado (obviamente nós, cristãos) representa um “mundo escuro e sujo”;
5. A defesa da ideia de que existe pecado é um “buraco negro”.
.
Agora me diga você: em sua opinião, a letra dessa música contraria o Evangelho, se opõe aos ensinos de Jesus, leva ao coração mensagens que batem de frente com a ética de Cristo, com as boas-novas do Reino de Deus… ou não? Se a sua resposta foi “sim”, então essa é uma música “do mundo”. Portanto, chegamos aqui à grande conclusão: segundo os padrões bíblicos, “música do mundo” NÃO é sinônimo de “música secular”. Logo, as músicas do mundo sim, devemos evitar. As seculares, não necessariamente.
.
O que existe é música feita a partir de realidades bíblicas. E que podem ser feitas em diferentes estilos. “Vem com Josué lutar em Jericó…”, por exemplo, é rock. “Aquele que tem sede busca beber da agua que Cristo dá…” por sua vez, é axé. Cassiane em geral tem muito forró. E por aí vai. Logo, não existe nenhum estilo “maldito” ou, como diz um amigo meu, “não existe dó maior ungido e sol sustenido endemoninhado”. Se você for analisar com cuidado, verá que “música evangélica” no imaginário popular é:
● Música cantada em igreja;
● Música cantada por cantor que frequenta igreja (dito “cantor evangélico”);
● Música gravada por grupo de louvor de igreja;
● Música que toca em rádio “evangélica”;
● Música lançada por gravadora “evangélica”;
● Música que consta em algum hinário tradicional.
Só que, desses itens, alguns são muito duvidosos. Das músicas cantadas em igrejas, muitas carregam em si heresias e são músicas “do mundo” (calma, falaremos em detalhes sobre isso daqui a pouco). Eu conheço pessoalmente “cantores evangélicos” que vivem como pagãos, são pecadores, só estão atrás dos bens materiais que sua notoriedade pode lhes proporcionar.
Conheço “grupos de louvor” que tocam pela fama e o dinheiro e não por um desejo real de louvar o Senhor. Sei que muitas “rádios evangélicas” só existem para gerar lucro e poder para seus donos, que por sua vez vivem vidas pecaminosas e totalmente fora do Evangelho.
Conheço os bastidores de certas “gravadoras evangélicas” onde o ambiente é tão mundano que nenhum funcionário confia em sair pra almoçar e deixar a bolsa em cima da mesa, pois ocorrem furtos ali dentro. E entenda: eu conheço. Não ouvi falar. Sei o que estou dizendo.
Portanto, dizer que só podemos ouvir “música evangélica” (se por “música evangélica” entendermos o que mencionamos acima) é uma afirmação cheia de buracos.
.
Pelo contrário, é uma prática muito, mas muito mais usual em nossos hinários do que você imagina. Uma enorme quantidade das músicas contidas em hinários como a Harpa Cristã e o Cantor Cristão, por exemplo, originalmente eram canções entoadas em prostíbulos (não vou dizer quais para que da próxima vez que você for cantá-las não as considere indignas).
Os músicos que tocavam nessas casas de pecado se convertiam, pegavam as melodias que conheciam (muitas das tinham letras originais que falavam sobre encher a cara de uísque e vinho, além de coisas similares), punham letras cristãs e passavam a cantá-las durante os cultos, nas igrejas. Isso é histórico, basta você estudar um pouco sobre isso que vai comprovar, não estou inventando nada disso.
E não só músicas de bordel. Músicas seculares de outras linhas também. O hino 185 da Harpa Cristã, por exemplo, é o Hino Nacional da Inglaterra com uma letra cristã: “Vem tu, ó Rei dos reis, buscar os teus fiéis…“. Já o conhecido hino “Os guerreiros se preparam para a batalha…” é o Hino Nacional das Ilhas Fiji, você sabia? O tradicionalíssimo hino “Vencendo vem Jesus” (Glória, glória. Aleluuuuuia!) é uma versão de uma música militar da época da guerra civil americana chamada “John Brown”s Body”, que exaltava os esforços de um homem na guerra.
Um mulher cristã ouviu a melodia, gostou e pôs um letra cristã. E, a partir daí, começamos a cantar em nossas igrejas, Deus sempre foi louvado maravilhosamente por intermédio dessa canção, a entoamos ainda hoje e o religare do homem com o Criador ocorre perfeitamente – apesar da origem pagã da música. Ou você achava que essa música desceu do céu trazida por um anjo numa bandeja de prata? Não, muitas músicas que consideramos “hinos sagrados” (e são!!!) têm origem secular e são adaptações feitas para o canto religioso.
Mais recentemente há exemplos como o do cantor Marco Aurélio, que gravou “Caminhada” (“Eu vi Jesus, Jesus me viu, no mesmo instante me redimiu…“). Ela nada mais é do que a canção “My Way”, cantada por músicos como Frank Sinatra e Elvis Presley. E por aí vai. A pergunta é: essas versões deixam de ser válidas ou dignas de serem cantadas em cultos e igrejas como hinos congregacionais porque originalmente eram seculares? De jeito nenhum. Pois tornaram-se músicas com MENSAGENS cristãs.
E aqui chegamos ao ponto mais polêmico de todos. Só porque uma música foi composta ou é cantada por alguém que se apresenta como cristão isso não quer dizer que ela transmita valores biblicamente corretos. Há muitas e muitas músicas “evangélicas” que são “do mundo”. Exemplo: tem um conhecido grupo gospel (que inclusive saiu brigado de sua igreja) cujo vocalista (que agora já saiu da banda para seguir carreira solo) na “ministração” antes de começar uma de suas mais cantadas músicas em igrejas fala como se estivesse orando a seguinte frase (está registrada inclusive no CD):
- Nós queremos um romance contigo, Senhor.
Peraí. “Romance” com Deus? O Todo-Poderoso Criador dos Céus e da Terra agora virou o quê? Nosso namoradinho? Desculpem-me, mas isso é antibíblico e, logo, mundano.
Outro exemplo: um conhecido corinho cantado em muitos louvores, às lágrimas, por muitos de nós, diz a seguinte coisa:
Diante dEle se dobram os reis
E se prostram para O adorar
Nem os anjos que O cercam louvando
Se permitem sua face olhar
Só tem um detalhe: essa letra é antibíblica. Mateus 18.10 diz: “Cuidado para não desprezarem um só destes pequeninos! Pois eu lhes digo que os anjos deles nos céus estão sempre vendo a face de meu Pai celeste”. Então temos que decidir se os anjos contemplam a face de Deus ou não. Eu fico com a Bíblia, que diz que sim, os anjos contemplam a face de Deus, ao contrário do corinho.
E se o corinho diz algo que vai contra o que está na Bíblia, desculpem, é “música do mundo”. “Ah, Zágari, você está sendo radical, o resto da música é perfeito , afinal, é um louvor tão bonito…”, alguém poderia dizer. Bem, aí entram 1 Co 5.6 e Gl 5.9, que dizem que, biblicamente, um pouco de fermento leveda toda a massa. Nesse sentido sou radical sim: basta uma única e pequena heresia na letra de um “corinho”, de um “hino” ou de um “louvor” (como você preferir chamar) para o descartarmos dos nossos cultos.
Isso sem falar dos chamados “corinhos do fogo”, muito habituais nas igrejas pentecostais não-reformadas. Tem um que diz “O fogo santo está queimando, o Espírito Santo está batizando“, referindo-se ao que os pentecostais chamam de “batismo no Espírito Santo” e os tradicionais de “plenitude do Espírito”, seguindo a linha defendida por teólogos como John Stott.
Fato é que, biblicamente, o responsável por esse fenômeno é Jesus, o Deus Filho, e não o Espírito Santo. Outro ensino antibíblico e, portanto, “do mundo”.
Fato é que toda letra de cânticos (congregacionais ou não) “evangélicos” deve ser submetida ao crivo bíblico. O certo não é o que a pessoa sente, se ela fica emocionada, arrepiada ou se chora: o certo é o que está de acordo com a Bíblia.
Como afirmou o Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho em palestra durante um Encontro de Músicos, na PIB de Manaus, “Raramente se fala de Jesus, e, quando se fala, dá para notar que Jesus é muito mais um conceito para dentro do qual as pessoas projetam seus sonhos de consumo ou de classe média do que o Redentor e Salvador.
A linguagem é horrorosa: mergulhar nos teus rios, beber nos teus rios, voar nas asas do Espírito, estar apaixonado por Jesus, subir acima dos querubins… uma série de expressões que não fazem sentido algum”, afirmou Pr. Isaltino. E, convenhamos, com toda razão.
Cantamos na igreja sem saber o que estamos cantando, por ignorância teológica e porque determinada música toca na rádio, é de um grupo famoso, está na moda e o povo gosta. Por exemplo, no “corinho” abaixo…
Quero subir ao Monte santo de Sião
E entoar o novo cântico ao meu Deus
Mais que palavras minha vida eu quero entregar
Purifica o meu coração para entrar em Tua presença
contemplar a Tua grandeza
…o que as pessoas não sabem por desconhecimento bíblico é que o “monte santo de Sião”, segundo Hebreus 12.22-24, é um símbolo do Evangelho, da Igreja de Deus. Consequentemente, todo cristão já está no “monte santo de Sião”. E, por isso, não há teologicamente, segundo o Novo Testamento, por que “subir” nele. Mais um equívoco bíblico. Também cantamos em nossas igrejas:
Eu só quero Te amar,
Eu só quero ver Tua face
Quero Tocar Seu coração
Eu só quero Te amar,
Eu só quero ver Tua face
O mesmo cantor tem outro corinho que diz:
Quero te ver, quero te ver
Eu quero te tocar,
eu quero te abraçar
Quero te ver
Detalhe: é importante repararmos que o cantor está dizendo que quer ver Deus e sua face EM VIDA e não no porvir. Só que se nós formos ler Êxodo 33.20, é claríssimo e inequívoco o que Deus diz a Moisés: “Não me poderás ver a face, porquanto homem nenhum verá a minha face, e viverá”.
Então o que estamos pedindo nesses corinhos é para ver a face de Deus e morrer? Algo está biblicamente errado e, se formos analisar, estamos fazendo pedidos mundanos a Deus. Como eu “quero te ver” se Ele diz na Biblia que “homem nenhum verá a minha face , e viverá”? Instinto suicida?
Em João 12.45 e João 14.9 Jesus afirma claramente a forma de ver o Pai: ver a Ele próprio, Jesus. “Quem me vê a mim vê o Pai”. Logo, é buscando Cristo e sua pessoa em espírito que temos acesso a Deus, não tem nada a ver com “eu só quero ver a tua face”.
No discurso de Pedro no dia de Pentecostes em At 2.28, ele deixa claro que contemplar Deus face a face só ocorrerá na eternidade: “Com a tua face me encherás de júbilo”. A face de Deus é biblicamente inalcançável nesta vida. Logo, por que ficamos cantando pedindo para”ver sua face”, já que isso biblicamente não é possível – logo, é antibíblico? Pronto, não me odeie por dizer isso, mas a falta de canonicidade nessas afirmações de corinho tornam músicas como essas…músicas “do mundo”.
Conclusão
Exige oração, humildade e temor sincero a Deus. Para uma ovelha que anatemizou durante anos músicas seculares achando que “rock é coisa do diabo” e de repente descobrir que bandas de “rock gospel” como Oficina G3 têm letras e mensagens muito mais bíblicas do que certos hinos de 200 anos de idade exige quebrantamento.
Não estou falando aqui de estilo musical.
Pois a Bíblia não fala de estilo. Logo, estilo é um assunto restrito aos gostos pessoais e não tem a ver com doutrinas e teologia. Se uma música deve ter bateria ou não, se ela pode ser acelerada ou não, se é rock, forró, bolero, valsa ou o que for, não importa. Simplesmente porque biblicamente não importa. O tal gênero “música evangélica” não existe.
Cada “música evangélica” carrega um estilo próprio, seja esses que já mecionei, seja algum diferente, como black music, hip hop, blues, bossa nova, sertanejo, jazz, new wave, pop, reggae, samba, ska ou qual for. Dizer que “música tal não é do mundo porque é estilo evangélico e não rock” é uma inverdade. Pois há músicas evangélicas que são rock. E – repetindo – estilo musical só depende de uma única coisa: gosto pessoal. Não tem nada a ver com Bíblia. Se estou errado, por favor que alguém me prove nas Sagradas Escrituras.
Chorei. Me derramei. E fui muito mais sincero e entregue a Deus do que se tivesse posto para ouvir um desses CDs de pop brega evangélico.
A ao fazermos a pergunta “o que essa música está dizendo contraria algo da Bíblia?” temos de estar preparados para sofrer. Pois vamos perceber que muito do que cantamos em nossas igrejas é música “do mundo” pela simples razão de que afirma coisas que a Bíblia não diz.
Sei que o que aqui escrevi contraria a crença de muitos.
Certa vez, ao ministrar numa Escola Dominical uma aluna ficou tão ofendida pela verdade que falei de que hinos da Harpa Cristã vinham de bordéis que se levantou e se retirou da sala. Sei que isso mexe com convicções e emoções. Mas não posso jamais fugir do que as Sagradas Escrituras dizem.
Não podemos fugir da verdade. São as Escrituras que devem sempre nos nortear – e não aquilo que ficou estabelecido pela cultura popular (em especial a cultura popular evangélica) ao longo das décadas. E falo como evangélico, não sou desses pastores e teólogos revoltados que inventaram agora que ser “evangélico” é palavrão. Nada disso. Falo como filho da Reforma Protestante, herdeiro de Jesus e também de reformadores como Lutero e Calvino.
Não renego minhas origens. Sou cristão, de tradição evangélica e me orgulho disso.
Para terminar, volto ao início de nosso texto, para a pergunta-título deste artigo. Se você me perguntar “um cristão deve ouvir música do mundo?”, eu vou voltar a afirmar: “Claro que não!”. Pois o cristão deve sempre caminhar de acordo com as Sagradas Escrituras. E se uma música, secular ou religiosa, traz em si ensinamentos antibíblicos… meu irmão, minha irmã, jogue o CD fora.
Paz a todos vocês que estão em Cristo.
Veja o texto original em: Apenas









